9 de fevereiro de 2026
Crônicas

PALERMO: Cannoli, cafés e o Teatro Massimo

Chegamos ao Aeroporto Internazionale di Palermo por volta das 21h e pegamos um ônibus até o centro da cidade, em um trajeto de cerca de 30 minutos. Descemos na Via Maqueda e caminhamos dois quarteirões até o nosso Airbnb, uma casa pequena e acolhedora, provavelmente da metade do século XX, com arquitetura típica siciliana.

No dia seguinte, saímos cedo para explorar Palermo e logo nos identificamos com a atmosfera vibrante da cidade. O centro histórico revela um labirinto de ruelas estreitas, pavimentadas com pedras antigas. É uma bagunça organizada. As paredes dos prédios, muitas vezes grafitadas, são pano de fundo para o agitado cotidiano dos locais. Nas esquinas, barracas baixas exibem frutas, vegetais e especiarias, enquanto os vendedores, entre risos e conversas altas, trocam histórias com os passantes. Os palermitanos falam alto e gargalham mais alto ainda. Eu gosto disso.

As pequenas praças estavam repletas de mesas de cafés, onde moradores e turistas se sentavam para desfrutar de um espresso ou um gelato. Não resistimos ao famoso Cannoli, que encontramos em uma das pasticcerias mais antigas da cidade. A casquinha crocante, recheada com creme de ricota e decorada com pedaços de chocolate, foi apreciada lentamente enquanto o cheiro do café fresco e o som do tilintar das xícaras demarcavam o ambiente.

Cannoli & Co

O Teatro Massimo, uma das grandes atrações de Palermo, impressiona à primeira vista com sua fachada neoclássica e colunas imponentes. Subimos o grande escadão que leva à entrada e exploramos seu interior luxuoso, adornado por candelabros e afrescos. Tivemos a sorte de assistir a um ensaio do musical “A Noviça Rebelde”, com uma acústica impecável e a uma bela performance de uma solista local.

Teto do Teatro Massimo


No final da tarde, com o céu tingido de laranja e roxo, falávamos sobre o dia cinematográfico. Em uma mesa na calçada, ao som de músicos de rua, apreciamos a vibrante energia de Palermo. Entre um gole de café aqui, uma mordida no cannoli acolá, e aquela Palermo com seu charme inquieto, discutíamos nossa aventura do dia seguinte: uma viagem de trem para Cefalù, que contarei no próximo domingo.

Jaime, Deborah, Renata, Sonia e Vicente em um café de Palermo

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