9 de fevereiro de 2026
Rotas

A Carmenère perdida e achada

Até a década de 1990, a Carmenère era uma uva considerada extinta devido à praga da filoxera na Europa. Entretanto, essa uva foi redescoberta no Chile, onde era cultivada por engano como Merlot. A redescoberta foi um marco, transformando a Carmenère em um ícone chileno, com vinhos de corpo médio, taninos macios e notas marcantes de frutas vermelhas, pimenta e um leve toque herbáceo.

A Carmenère é uma uva difícil de ser domada. A França, seu país de origem, já desistiu dela quase que por completo, restando ainda alguns vinhedos experimentais ou de colecionadores. O enólogo precisa ser um artista para lidar com uma uva de maturação tardia, sensibilidade a doenças e clima, além de rendimentos irregulares. Bem manejada, produz vinhos marcantes e de alta qualidade. Cada vez mais raros.

Para saber mais:
O Vale do Colchagua, coração da Carmenère, possui uma história rica de cultivo que remonta ao período colonial. Visite vinícolas como Montes e Lapostolle, que mesclam tradição e modernidade em produções de excelência. Explore Santa Cruz, uma charmosa cidade no centro do vale, e não perca o Museu de Colchagua, que conta com um acervo fascinante sobre a história da região.

As paisagens do Colchagua são de tirar o fôlego: montanhas, vales e vinhedos que contrastam com o céu claro do Chile. O país também está entre os melhores lugares do mundo para se observar a via láctea devido a ausência de nuvens provocada pelos Andes. Combine sua visita com experiências gastronômicas, como o tradicional cordeiro assado e pratos com ingredientes frescos e locais.

A trilha sonora que indico para esse misto de experiências é Cornfield Chase de Hanz Zimmer. À noite, contemplando o céu estrelado e com uma taça de vinho na mão, claro.

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