Chardonnay: muito antes de virar modinha, ela já era lenda
Hoje é o Dia Internacional da Chardonnay!
Sim, ela tem um dia só pra ela, e esse dia é toda quinta-feira antes da última segunda de maio (não me pergunta por quê, alguém decidiu assim e a gente só respeita).
Um ano desses ai, caiu no meu aniversário e fiquei todo felizão sem saber que a data precisa ser a última quinta pra linkar com a Rainha das Brancas.
A Chardonnay é meio camaleoa. Às vezes tá leve, seca, cheia de mineralidade. Outras vezes vem toda amanteigada, barrica nova, calor da Califórnia. Tem dia que brilha em Champagne, tem dia que se joga num branco chileno mais direto ao ponto.
Já teve quem tentasse copiar, teve quem renegasse, teve quem se apaixonasse pra sempre.
Thomas Jefferson, por exemplo, era doido por vinho branco da Borgonha. Levou até muda pra tentar plantar nos EUA, todo romântico. Queria que a Chardonnay crescesse lá como crescia na França. Não deu muito certo no começo, mas hoje a realidade é outra.
Napoleão, aquele baixinho com delírios de império, adorava um Meursault (branquinho, gordo, intenso, prestigiado. Tipo ele, mas sem as guerras).
E Marilyn Monroe era apaixonada por Champagne. Estava sempre com uma taça coupe cheia e brilhante na mão. Os paparazzi do século 17 diziam que aquela taça foi esculpida com o formato exato do seio de Maria Antonieta, e até hoje essa história rende. A Chardonnay é uma das estrelas do blend de Champagne. Tem algo ali que combina com quem nasceu pra reinar.
Essa uva tem mais passado do que muita gente famosa.
E ainda assim, consegue surpreender.
Muda de rosto, de país, de estilo. Mas segue lá. No centro da conversa, da taça, do brinde…
Então se for abrir uma garrafa hoje, que seja ela.
Não porque é modinha.
Mas porque, de tempos em tempos, a gente precisa brindar ao que é eterno, adaptável e próspero!

texto primoroso! Emocionante! Um super viva à Chardonnay!