Desapego: fui no Trivela do Asa
Estive no Trivela. O repertório era um arquivo sonoro da adolescência: Carnatal, Carnaval de Touros, blocos na Epitácio em João Pessoa, suor e cerveja quente, a epopeia dos excessos. Nostálgico, sim, mas nada além disso.
A festa tinha a fórmula perfeita da euforia coletiva, e quando Durval toca “Amor Tropical” é tooop! Mas, convenhamos, a superlotação é desconfortável pra caramba. Há quem ainda encontre sentido no aperto, no grito e na fila do banheiro químico. Eu, por outro lado, penso que a maturidade não pede tanta emoção. Ela pede uma cadeira confortável, uma taça de Condrieu e a bênção de conseguir ouvir meu próprio pensamento.
Não vou dizer pra você que não volto. Vai que no próximo ano aconteça de novo em um fim de semana como esse em que não tenho absolutamente nada de melhor programado, recém recuperado de uma gripe da moléstia das cachorra e na companhia de bons amigos.
Renata pediu o penico com duas horas de festa e na saída descobrimos que roubaram o celular de uma amiga.
É de lascar!
