Abusos da sua Polícia faz governador Tarcísio de Freitas expor opção por truculência

A série de abusos envolvendo agentes da Polícia Militar (PM)de São Paulo, cujo mais recente episódio foi o do policial flagrado jogando um jovem rendido de uma ponte na zona sul da capital, irritou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e desgastou o secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PL).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou, nessa terça-feira (3/12), o afastamento imediato de 13 policiais militares envolvidos no caso em que um agente da corporação jogou um homem em um córrego do alto de uma ponte em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo (veja vídeo abaixo).
TARCÍSIO SEMPRE SE DIFERNCIOU DO BOLSONARISMO RAIZ, MAS …
A brutalidade policial virou uma espécie de cloroquina de Tarcísio, um governador que se dizia técnico, mas age na segurança pública como gestor sem comprovação científica. Desprezando a lógica e as estatísticas, adotou o negacionismo da truculência.
Sob Tarcísio, disseminou-se nas polícias o vírus do liberou geral. Deu no que está dando. A imagem do policial militar jogando um brasileiro pobre da ponte revela mais do que o conteúdo do vídeo. Na verdade, a PM jogou o governo Tarcísio do alto da ponte. O estrago é monumental.
Ao avalizar as chacinas da PM no Guarujá, Tarcísio rendeu-se, no alvorecer da sua gestão, à lógica que transforma a prática da bandidagem em política de estado. Vivia, então, o pior tipo de ilusão que pode acometer um governante. A ilusão de que governa.
Na segurança, Tarcísio passou a ser governado pela banda bárbara da polícia.
O eleitorado brasileiro está dividido.
Mas há um miolo da sociedade que não se dispõe a avalizar barbaridades. Esse contingente, embora minoritário, é grande o bastante para decidir eleições apertadas. Em 2022, Bolsonaro deu de ombros para a minoria silenciosa. Foi mandato para casa mais cedo. Tarcísio queima prematuramente a largada de 2026.
Fonte: Metrópoles e Josias de Souza para UOL
