América luta para recuperar pontos que ganhou jogando

Com o presidente da FNF, José Vanildo, exercendo todo o peso de sua influência institucional em desfavor do América — clube atualmente desclassificado pela perda de 18 pontos em uma decisão de bastidores, motivada pela inscrição de um atleta que sequer entrou em campo —, a diretoria rubra deposita suas últimas esperanças de sobrevivência na terceira instância desportiva. Na visão de um dirigente alvirrubro, a solução reside em um precedente jurídico já estabelecido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Existe uma jurisprudência relevante no terceiro grau que favorece o espírito esportivo. Em março de 2025, o Clube do Remo, do Pará, enfrentou situação semelhante ao ser punido pelo TJD-PA com a perda de seis pontos por supostas irregularidades contratuais de atletas amadores. Naquela ocasião, o Pleno do STJD reformou a decisão, provando que não houve má-fé ou irregularidade grave, optando por aplicar multas em vez de subtrair pontos conquistados no gramado. Foi uma vitória do futebol de campo contra as manobras de gabinete.
Enquanto isso, a batalha jurídica local ganha um novo capítulo nesta quinta-feira com o julgamento do feito pelo TJD potiguar. Embora o América já antecipe a manutenção da perda dos 18 pontos nesta fase estadual, o clube mantém o otimismo de que a palavra final do STJD restaurará o mérito esportivo, devolvendo os pontos ganhos na bola e derrotando, em definitivo, o tapetão.
