Americano e latino, matemático e filósofo, agostiniano e seguidor de Francisco; novo Papa revela a unidade possível

Desde que a fumaça branca saiu na chaminé do Vaticano, pouco depois das 13 desta quinta-feira, 8, o mundo parou e esperou o que estaria por vir: perfil conservador ou progressista? Europeu, latino ou africano?
Tantas caixinhas e divisões que pareciam desaparecer com a revelação do seu nome: Robert Francis Prevost, da Ordem de Santo Agostinho, nascido em 14/09/1955 era Prefeito do Dicastério para os bispos, mas não teve seu nome entre os mais cotados como “papável” pelos especialistas em Conclave.
Era tido como de segunda linha na preferência dos estudiosos do tema e confirma o ditado “quem entra papável, sai cardeal”...
Nascido em Chicago, Illinois, USA, ele não falou uma palavra em inglês no seu discurso, mas destacou sua missão apostólica numa pobre região do interior do Peru. Ou seja, não precisa ter nascido na América Latina para conhecer sua realidade e desigualdades sociais. Imigrante de coração.
O Papa Leão XIV estudou matemática e filosofia na Villanova University em Villanova, perto da Filadélfia, foi professor da ordem de Santo Agostinho. O que mostra seu preparo intelectual e abertura para Ciência.
Foi ordenado presbítero em Roma em 19/06/1982, Superior Geral dos Agostinianos de 2001 a 2013 e nomeado bispo pelo papa Francisco em 03/11/2014 para o encargo de administrador apostólico de Cliclayo, Peru.
Fala inglês, italiano e espanhol. É presbítero há 41 anos, bispo há 8,5 anos. É o 59º cardeal estadunidense da história do colégio cardinalício e o 18º cardeal da Ordem de Santo Agostinho.
Nunca entrou em temas muito polêmicos como união entre homossexuais ou mulheres como cardeais, mas nunca deixou de viver o mundo sem fronteiras em sua missão; a vida no Peru bem revela isto.
Com poucas horas de Papado, Leão XIV recebeu referências e votos de sucesso dos líderes mais diversos grupos ideológicos; de Trump a Obama, de Lula, passando por Zelenski e Bolsonaro.
Com poucas horas de Papado também o mundo tem o aprendizado que os rótulos e divisões podem falar de muita coisa, mas não deveria falar de Religião, que se propõe a “religar” o mundo material ao espiritual, sem amarras, pontes ou obstáculos.
E foi o tom do seu primeiro discurso; menos muros e mais pontes, misericórdia, paz e amor.
Até parecia as digitais do Papa Francisco . Mas para que dividir e comparar, se a Igreja é de Francisco, Leão, Pedro e desde sempre, de JESUS CRISTO, de todos os cristãos.
