Após prisão de CEO, Telegram sinaliza que vai moderar grupos privados na França

O Telegram parece estar revendo a política de uso de seu serviço e, agora, vem sinalizando que pode começar a moderar canais (grupos) privados.
A alteração ocorre quase duas semanas depois de o CEO do app, Pavel Durov, ter sido preso sob a alegação de que o Telegram se recusa a colaborar com investigações, o que contribui para a prática de crimes como abuso sexual infantil, tráfico de drogas e fraude, dentro da plataforma.
Nesta quinta (05), Durov se manifestou pela primeira vez após ficar preso por quatro dias na França. Ele disse que a acusação de que a plataforma contribui para a prática de crimes foi “surpreendente por vários motivos” e feita com a “abordagem equivocada”.
“As alegações em alguns veículos de que o Telegram é uma espécie de paraíso anárquico são absolutamente falsas”, disse Durov, que também citou a derrubada de milhões de postagens na plataforma, a publicação de relatórios de transparência.
Durov também adiantou que faria melhorias de segurança em sua plataforma. “O aumento abrupto do Telegram na contagem de usuários para 950 milhões causou dores de crescimento que tornaram mais fácil para os criminosos abusarem de nossa plataforma”, disse.
“É por isso que fiz meu objetivo pessoal garantir que melhorássemos significativamente as coisas a esse respeito. Já iniciamos esse processo internamente e compartilharei mais detalhes sobre nosso progresso com você em breve”, completou.
Do G1
