18 de agosto de 2026
Política

ATÉ ONDE IRIA O VALENTE SENADOR?

O Imperador Napoleão em seu Gabinete nas Tulherias (1812) Jacques-Louis David – Galeria Nacional de Arte, Washington


Há cinco anos, registrávamos neste
Território Livre, as primeiras infrações de um novo personagem que ainda não havia chegado na linha de frente da politica

Não é fácil um assento na janela e a conquista de minutos de fama em ambiente com tantos pavões e cobras criadas.

Gente que chegava à ante-sala do paraíso depois de serviços reconhecidos e experiência administrativa ou parlamentar.

Houve um tempo que era destino quase certo, prêmio para governadores bem avaliados.

A casa dos sábios, dos anciãos notáveis.

O soberano público eleitor não foi culpado.

Ele tem sempre razões.                     

Ele vota em quem nem sabe o prenome.

Nem o sobrenome.

Nem o partido.

Nem as ideias que defende. Mas o eleitor nunca erra.

Velhos políticos sofrem desgastes, preconceitos e bullying.

Enjoo das mesmas caras, acontece.

E viva a nova velha política.

Quem haveria de imaginar que um pouco mais de um ano da posse do acreano-potiguar Eann, estaríamos enfrentando a maior  pandemia de sempre?

Ficava pra trás, esquecida na memória, que tudo que precisávamos, à época da eleição era um tenente e dois bafômetros.

O trânsito em ordem, os bebuns andando de Über e todos os problemas resolvidos.

O estágio seguinte e natural, Styvenson havia queimado.

O capitão não havia oferecido sua bravura para enfrentar os outros malfeitores que praticavam crimes mais agravosos.

O povo não tinha atinado.

A imprensa estava calada.

É a natureza deles.

O osso roído é trocado sempre que aparece um novo.

Sem recorrer a assessores, releases nem jabazeiros, Valentim estava de volta ao noticiário.

Grátis.

0-800.

Do jeito que ele gosta.

Esperteza também se aprende na escola do plenário.

Usava do nepotismo midiático cruzado para aparecer bem nas fitas domésticos.           

Daquela vez, deu-se mal no conselho familiar e no  julgamento das redes sociais.

Sobrou para a coitada da irmã, fiel frequentadora  da igreja dos desempregados necessitados e cidadã cumpridora da lei.

O mesmo não se pode dizer do Senador Mendes, formado  em universidade de renome, que apesar  da falta de militância na advocacia, deve saber que a comunicação de um crime não cometido, pode tornar criminoso, o denunciante.

Na análise gaiata, a sua produção parlamentar, com 38 projetos de lei no primeiro ano de mandato, da obrigatoriedade de exames toxicológicos para aporrinhar a vida dos agentes de segurança, à castração química voluntária para condenados por crimes sexuais, merecia receber mais duas peças.

Que os programas sociais do governo não  atendessem familiares de políticos com cargos eletivos, principalmente aqueles com nomes parecidos que possam, os parentescos serem facilmente identificados, resguardados os Silvas, Josés, Joões e Marias.

E outro,  considerando oito anos para a câmara alta, um mandato muito longo, institua um escrutínio, transcorridos dois anos  da posse, para recall dos senadores com desempenho insatisfatório ou sofrível.

 

Napoleão, o Grande São Bernardo (1801) – Jacques Louis David – Kunsthistorisches Museum, Viena, Áustria


Nota do Redator

Publicado  em  24/06/2020, o texto não previu que o resenhado, o senador Eann Styvenson Valentim Mendes estivesse hoje tão bem na fita, apontado por onze entre dez analistas políticos, como pule de mil para uma reeleição certa, líquida e tranquila.

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