Civilidade ou excesso? Cumprimento de Michelle Bolsonaro a Alexandre de Moraes divide opiniões

No país da polarização e da polêmica, um simples cumprimento virou combustível para debate nas redes sociais.
O encontro entre o ministro Alexandre de Moraes — responsável pela ordem de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro — e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou atenção desde que as imagens da posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE começaram a circular.
O motivo? Os dois beijinhos usados por Michelle Bolsonaro para cumprimentar Alexandre de Moraes. Um gesto de civilidade? Educação? Excesso de cordialidade? Falta de distanciamento? Elegância ou inadequação?
O fato é que, em tempos de embates públicos permanentes, até a etiqueta entra no centro da discussão.
O Território Livre buscou especialistas em comportamento para entender o imbróglio. A jornalista, escritora e especialista em etiqueta Cláudia Matarazzo ajuda a colocar o episódio em perspectiva.
Segundo ela, o aperto de mão segue sendo o cumprimento mais universal e neutro. Muito usado em ambientes profissionais, transmite formalidade, cordialidade e confiança. Em reuniões, entrevistas e eventos institucionais, costuma ser a opção mais segura — especialmente quando não há intimidade entre os envolvidos. O ideal, explica, é que seja firme, breve e acompanhado de contato visual, sem exageros.
Já o beijo no rosto, bastante comum na cultura brasileira, pertence mais ao campo social e informal. O número de beijos varia conforme a região e o grau de proximidade entre as pessoas. É um gesto normalmente reservado a amigos, familiares ou conhecidos com alguma intimidade.
Em resumo: Michelle Bolsonaro poderia ter sido cordial e educada apenas com um aperto de mão, evitando a interpretação de proximidade sugerida pelos dois beijinhos.

Talvez e somente talvez nem Civilidade e nem Excesso. Somente um sentimento de Gratidão pelo “envio” do marido pra casa (a pedido dela e de novo Talvez o pedido mais contundente de todos). Pra pensar.