Crise na Saúde de Natal é cabo de guerra que sobra mais uma vez para usuário

O que traria uma melhoria nos serviços de saúde de Natal virou um cabo de guerra entre médicos, através do Sindicato dos Médicos – SINMED/RN e Cooperativa dos Médicos – COOPMED/RN, e Secretaria de Saúde de Natal – SMS.
O SINMED e a COOPMED anunciaram a paralisação dos serviços na rede de saúde da Prefeitura de Natal, contra a substituição dos contratos com a Cooperativa por novas empresas terceirizadas, no caso a Justiz e Proseg.
Para deixar claro, o cabo de guerra, neste momento não fala sobre UPAs e seus contratos, mas sim sobre a troca da COOPMED pelas empresas Justiz e Proseg que, segundo os sindicatos, pertencem ao mesmo grupo e vão gerir o corpo médico de unidades de saúde e policlínicas.
O SINMED alega que os novos contratos são precários e não garantem direitos trabalhistas ou reajuste salarial.
A COOPMED também alega descumprimento de decisão judicial, tendo em vista que a suspensão foi determinada pela Justiça devido ao descumprimento de uma decisão anterior, que exigia que a SMS republicasse o edital da contratação e reabrisse o prazo para a apresentação de novas propostas por outras empresas.
A Justiz chegou a recorrer contra a decisão de suspensão, mas posteriormente desistiu do recurso.
A SMS Natal informou que os contratos continuariam vigentes e os serviços seriam mantidos.
Entre tantos discutindo quem fica e quem sai, está o usuário, que não sabe se será atendido pelo mesmo médico do postinho nos próximos dias; que não sabe se será atendido na UPA; que pode ter sua cirurgia remarcada na Liga Contra o Câncer; que não sabe o que está por trás da rápida resolução desses contratos, sem questionamentos da Câmara Municipal, que sequer discute o assunto, como se nada acontecesse na cidade.
A Justiz, pelo que se sabe, é bem conceituada entre os vereadores de situação, com parceria feita inclusive com alguns deles.
E o prefeito Paulinho Freire, que poderia/deveria liderar a crise com resolução imediata, ninguém sabe, ninguém viu.
