16 de agosto de 2026
Nota

Da nova à velha política: Styvenson escolhe a irmã como suplente

Favorito nas pesquisas de intenção de voto, o senador Styvenson Valentim (Podemos) anunciará seus suplentes no próximo dia 25, em evento no Hotel Garbos, em Mossoró.

A principal novidade será a confirmação da irmã, Anne Kelly Valentim, como primeira suplente. Até então, a expectativa era de que o chefe de gabinete, Alyandro Barbosa, fosse o escolhido. A vaga, tradicionalmente utilizada para acomodar aliados políticos, acabou ficando com um nome da própria família do senador.

Eleito em 2018 com um discurso de renovação e de combate às práticas tradicionais da política, Styvenson adota agora uma escolha que inevitavelmente suscita comparações com o modelo familiar frequentemente criticado na política brasileira.

O QUE SE SABE DA SUPLENTE 

Anne Kelly ganhou notoriedade em 2020, quando o próprio senador revelou, em suas redes sociais, que ela havia recebido o auxílio emergencial durante a pandemia. Na ocasião, Styvenson gravou vídeos cobrando explicações da irmã, afirmou que devolveria os R$ 600 à Caixa Econômica Federal e disse que não faria qualquer distinção por se tratar de um familiar. Anne Kelly alegou estar desempregada e afirmou que solicitou o benefício por acreditar preencher os requisitos legais.

STYVENSON 2030

A escolha da irmã para a primeira suplência também produz um efeito político de longo prazo. Caso seja reeleito em 2026 e decida deixar o mandato antes do fim, Anne Kelly assumiria a cadeira no Senado.

O movimento reforça a leitura de que Styvenson pretende manter abertas outras possibilidades eleitorais em 2030, especialmente uma nova candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte, projeto que tentou viabilizar em 2022, quando terminou a disputa em terceiro lugar.

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