Datafolha: 75% dos brasileiros são contra atos antidemocráticos pós-eleição

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feia, 22, pela Folha de São Paulo aponta que 75% dos brasileiros se dizem contrários aos atos antidemocráticos que vêm sendo realizados pelo país contra o resultado da eleição, que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em disputa com o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com um índice mais baixo, a maioria (56%) também considera que deve haver punição às pessoas que estão pedindo um golpe militar nesses protestos.
Realizado na segunda (19) e na terça (20), o levantamento foi feito presencialmente e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.026 pessoas em 126 municípios.
83% DOS NORDESTINOS SÃO CONTRÁRIOS OS ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS
Na região Centro-Oeste e Norte, há mais apoio aos protestos: 29%.
Enquanto no Nordeste, apenas 14% se disseram favoráveis. Os contrários são 83%…
Quanto à punição, a diferença entre regiões se mantém. Entre os moradores do Nordeste , os que acham que aqueles que pedem golpe devem ser punidos chega ao maior patamar, com 69% de apoio
No Centro-Oeste e Norte, o percentual fica em 45% e chega a 54% entre os respondentes da região Sul.
CATÓLICOS MAIS DEMOCRÁTICOS DO QUE EVENGÉLICOS
Dos entrevistados católicos, 80% são contrários aos atos, entre os evangélicos, 65%. Os índices caem para ambos na questão quanto a se deve ou não haver responsabilização por defesa de intervenção militar, mas a diferença de posicionamento se mantém: 60% dos católicos são favoráveis a punição, e 45% dos evangélicos.
MULHERES CONTRA GOLPES AMPLIAM MAIORIA
Os contrários aos atos entre mulheres (78%) ficam um pouco acima daqueles que dizem o mesmo entre os homens (73%).
BAIXA RENDA E ALTA CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA
Na faixa de renda mais baixa, de quem recebe até dois salários mínimos, 81% são contrários aos protestos e 63% defendem que quem pede golpe seja punido.
Entre quem ganha até dez salários (a margem de erro nesta faixa é de 14 pontos), 51% não apoiam os protestos e 33% consideram necessária punição.
