Deputados e Senadores pernoitam no Plenário do Senado; Ocupação repete ato ato contra Reforma Trabalhista em 2017

Deputados e senadores da oposição pernoitaram nesta madrugada nos plenários da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O revezamento inclui três grupos de deputados com turnos programados a cada três horas.
O ato visa obstruir os trabalhos do Congresso na retomada do recesso, conforme adiantado pelo grupo em coletiva de imprensa, mais cedo. No Senado, na terça-feira, os parlamentares ocuparam a Mesa Diretora e cobriram a boca com esparadrapos como ação simbólica.
Do Rio Grande do Norte, participação ativa do Senador Rogério Marinho (PL) e dos deputados Carla Dickson (UB) e Sargento Gonçalves (PL).
PRESIDENTE CRITICA ATO
Para o presidente do Senado Davi Alcolumbre, a ocupação da Mesa Diretora é um “exercício arbitrário”.
GOVERNADORA FÁTIMA PARTICIPOU DE ATO SEMELHANTE CONTRA REFORMA TRABALHISTA EM 2017
O ano era 2017 e Senadoras da oposição ocuparam a Mesa do Senado para impedir a votação da reforma trabalhista.
Mesmo com os microfones desligados e as luzes do plenário apagadas, as senadoras de oposição que ocuparam a Mesa do Senado permanecem no local para tentar impedir a votação da reforma trabalhista.
O protesto foi feito pelas senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO).
A ocupação foi criticada por senadores governistas, incluindo o potiguar Garibaldi Alves Filho (MDB):
“Isso é um verdadeiro vexame para o Senado, eu diria até uma vergonha. Nunca aconteceu isso aqui. Eu só posso dizer que estou chocado. Diante disso que aconteceu acho que o presidente está certo. O que nós queremos é votar, tudo se resolve aqui no voto e não dessa maneira”.
Fonte: Agência Brasil
