Enquanto campanhas deveriam ter custos menores, Comissão do Congresso aprova fundão eleitoral de quase R$ 5 bi

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira o fundão eleitoral, para R$ 4,9 bilhões em 2026.
O valor representa um salto em relação à proposta enviada pelo governo federal no projeto de Orçamento, que previa R$ 1 bilhão.
Em 2022, na última campanha presidência, o fundo foi de R$ 4,9 bilhões, que corrigidos pela inflação fica em R$ 5,4 bilhões. No pleito municipal, em 2024, o fundo também foi o mesmo valor.
A ampliação foi viabilizada por um rearranjo orçamentário. Do total aprovado, R$ 2,9 bilhões serão retirados da reserva destinada às emendas de bancada estadual e outro R$ 1 bilhão virá do cancelamento de despesas discricionárias, ou seja, de gastos que não são obrigatórios, que saem diretamente do orçamento do governo, mas ainda serão definidos. Isso serão acrescidos ao R$ 1 bilhão que já estava previsto.
Não houve objeção de parlamentares da base para aprovação dessa mudança.
O fundo eleitoral é abastecido apenas em anos de eleição. Criado em 2017 após a proibição do financiamento empresarial de campanhas, ele é usado para custear gastos como propaganda, material gráfico, cabos eleitorais e logística.
Nos bastidores, a aposta é de que o fundo deve crescer ainda mais.
DO TL
O que mais chama atenção da cifra bilionária é que a estrutura de campanha eleitoral tem barateado ao longo dos anos com a diminuição de programação de rua e material gráfico, vez que hoje o foco das disputas se dá nas mídias e redes sociais.
Fonte: O Globo
