Estratégia de chapa única ao Senado: Allyson espelha caminho de Wilma de Faria em 2002

A opção do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, de caminhar apenas com a senadora Zenaide Maia (PSD) à reeleição, enquanto adversários estruturam palanques com duas candidaturas ao Senado, destoa do movimento tradicional de “chapa completa”.
No campo de Álvaro Dias, a articulação apontam Styvenson Valentim e Coronel Hélio. Já a frente ligada à governadora Fátima Bezerra trabalha nomes como Jean Paul Prates no palanque de Cadu Xavier.
A estratégia de Allyson, porém, encontra precedente vitorioso na política potiguar.
Em 2002, Wilma de Faria disputou o governo apresentando apenas um candidato ao Senado, o ex-deputado Ismael Wanderley. Ambos do PSB.
Mesmo sem chapa senatorial robusta, venceu a eleição ao Executivo — sendo a única prefeita que renunciou para disputar e saiu vitoriosa. Os senadores eleitos foram naquela eleição Garibaldi Alves Filho no palanque de Fernando Freire e José Agripino Maia no de Fernando Bezerra.
O exemplo de Wilma reforça que, no Rio Grande do Norte, a eleição para o governo pode seguir dinâmica própria, independente do desempenho das chapas ao Senado — uma aposta que Allyson parece disposto a repetir.
