17 de abril de 2026
Nota

Fátima tenta organizar a esquerda antes de enfrentar o jogo pragmático da Assembleia

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), reuniu ontem  partidos de esquerda aliados e reafirmou sua estratégia política para 2026: renunciar ao cargo no início de abril para disputar o Senado e apostar na “prata da casa” para a sucessão estadual.

No encontro, que contou com legendas da base como PCdoB, PV, PSB, PDT, Rede e Cidadania, a governadora reforçou a defesa de um nome alinhado ao seu projeto político-administrativo — mantendo a preferência pelo secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, Cadu.

Ausência sentida do ex-senador Jean Paul Prates, do PDT, que poderá seu o segundo nome da chapa majoritária ao Senado.

O movimento consolida a unidade do campo progressista em torno do governo. No entanto, o maior desafio não está entre os aliados históricos, já comprometidos com a estratégia, mas no tabuleiro da Assembleia Legislativa. A eleição indireta que escolherá o governador para o mandato tampão de nove meses exigirá maioria parlamentar, e o fiel da balança está nos deputados de perfil mais pragmático, que transitam entre governo e oposição.

Hoje ainda faltariam entre cinco e seis votos nessa conta.

Mais do que garantir o apoio da esquerda, Fátima precisará convencer esses parlamentares “flutuantes” de que o candidato governista representa estabilidade administrativa e viabilidade política.

Em uma votação indireta a menos de quarenta dias, onde pesam articulações de bastidor e compromissos futuros, a governadora enfrenta sua etapa mais complexa: transformar unidade ideológica em maioria legislativa concreta.

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