13 de setembro de 2026
Nota

Foi tentativa de Golpe, sim

Em livro recém-lançado, o ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) Carlos Baptista Junior relata que houve, após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, articulações dentro das Forças Armadas para tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo ele, a possibilidade de uma ruptura institucional foi discutida e chegou a ser considerada iminente.

Na obra Eu disse não – Uma trincheira antigolpista, Baptista Junior descreve reuniões com os comandantes militares e afirma que Bolsonaro pressionava as Forças Armadas em busca de uma alternativa para reverter o resultado das urnas.

Em entrevista à Folha, ele diz ter temido que setores do Exército adotassem uma iniciativa contrária à posição legalista do então comandante da Força, general Freire Gomes.

O ex-comandante afirma que foram discutidas medidas de exceção para impedir a posse de Lula, mas que não havia os requisitos legais para a decretação de estado de defesa, estado de sítio ou uma operação de Garantia da Lei e da Ordem com esse objetivo.

Sobre os acampamentos de apoiadores de Bolsonaro em frente aos quartéis, Baptista Junior diz que a decisão de não retirá-los à força buscou evitar confrontos e um possível derramamento de sangue. Segundo ele, os comandantes defendiam que as manifestações ocorressem de forma pacífica e dentro da legalidade.

Baptista Junior comandou a FAB entre 2021 e janeiro de 2023 e votou em Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022. No livro e na entrevista, porém, afirma que nunca apoiou uma ruptura institucional e que sua posição foi contrária à tentativa de golpe.

Um comentário sobre “Foi tentativa de Golpe, sim

  • Se alguém ainda tiver dúvida sobre a tentativa de golpe pós-eleições 2022, a publicação do livro do ex-comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior, deixa bem claro que houve articulações neste sentido.

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