14 de fevereiro de 2026
Polícia

Fuga em presídio de Mossoró colocou R7 Facilities na mira da Polícia Federal

As apurações indicam que a empresa R7 Facilities pode estar envolvida em um esquema de fraudes em licitações de terceirização de serviços, o que motivou a deflagração da Operação Dissimulo nesta terça-feira (11/2), cumprindo 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal.

Tudo descoberto a partir da fuga inédita da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) em fevereiro de 2024 lançou luz sobre possíveis irregularidades nos contratos de manutenção da unidade prisional.

As deficiências estruturais e operacionais expostas durante a fuga levaram a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) a aprofundarem investigações sobre a R7 Facilities, empresa responsável pela manutenção do presídio.

As investigações tiveram início na CGU em 2024, após notícias apontarem falhas na gestão contratual da manutenção da Penitenciária de Mossoró. Entre as suspeitas levantadas, estão:

• Manipulação de concorrências públicas: empresas com vínculos societários, familiares e trabalhistas teriam se associado para fraudar licitações e garantir vantagem indevida sobre concorrentes.
• Uso de “laranjas” em contratos: os verdadeiros proprietários das empresas investigadas teriam ocultado suas identidades por meio de sócios fictícios, dificultando a fiscalização.
• Declarações falsas e benefícios fiscais indevidos: o grupo investigado teria utilizado documentos falsos para garantir condições privilegiadas nos contratos públicos.
• Contratos de grande porte com o governo: a empresa mantém dezenas de contratos vigentes com a administração pública.

Fonte: Metrópoles 

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