Japão nunca venceu partida no mata-mata da Copa, mas não perde há 11 jogos contra times europeus

O teste final do Japão chegou.
Quando a bola rolar para o duelo com a Seleção Brasileira, nesta segunda-feira (29), às 14h, em Houston, os asiáticos colocarão à prova mais de 35 anos desde o início do projeto para evoluir no futebol. Afinal, vencer uma partida de mata-mata de Copa do Mundo é algo inédito para o país.
A geração atual é considerada a mais completa e madura que o Japão já teve. Com uma defesa mais forte e ótimos nomes entre os 11 titulares, a expectativa é de que o desenvolvimento gere frutos. E há motivos para acreditar. Afinal, derrotaram o próprio Brasil em um amistoso em 2025, por 3 a 2. E somam uma invencibilidade de 11 jogos contra europeus, incluindo vitórias sobre Alemanha (duas vezes), Espanha e Inglaterra.
O país do futebol sempre foi a fonte de informações que os japoneses buscaram. Tanto que vieram à região Sul para uma excursão em 1989, ainda sem uma liga profissional organizada. A delegação voltou com um caderninho cheio de contatos e anotações.
As primeiras lições foram criar uma base de formação de jogadores e fortalecer o campeonato local. Além disso, contrataram veteranos que pudessem contribuir com a evolução do esporte, dentro e fora de campo. Aos poucos, treinadores também chegaram.
Assim, Zico desembarcou no Japão para se tornar uma espécie de embaixador e ver se o joelho permitiria que ainda jogasse em bom nível por alguns anos. O pontapé inicial da J-League foi em 1993, e o ex-camisa 10 de Flamengo e Seleção Brasileira vestiu o vermelho do Kashima Antlers. Rapidamente, virou ídolo e ajudou a febre do futebol se espalhar. Na bola, ensinou a importância de aspectos como a malícia e a visão de jogo. Depois, voltou como treinador.
Fonte; Portal Terra
