Jean Paul Prates acredita em fortalecimento do Brics depois de “estratégia suicida” dos EUA

O ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates está na Índia, onde participa de fórum de negócios realizado pelo grupo empresarial Lide em Mumbai.
Lá ele conversou com jornalistas sobre as sanções americanas com super tarifas ao Brasil no ramo de energia e petróleo, que atua e conhece bem.
Na opinião de Prates, o petróleo russo e o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado são usados pelos EUA como desculpas para sobretaxar comercialmente a Índia e o Brasil quando o seu objetivo, na verdade, é atingir o Brics. O grupo — que tem como fundadores também a China, a Rússia e a África do Sul, está afrontando a hegemonia norte-americana e despertando a ira do presidente Donald Trump.
Não é possível que o Trump não saiba, sendo presidente dos Estados Unidos da América, que um presidente da República no Brasil, qualquer que seja, não pode interferir em um processo que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal.
É a mesma coisa que imaginar que alguém do Brasil pedisse a ele, Trump, para interferir num processo da Suprema Corte americana e dissesse, olha, agora você tem que liberar ou acusar ou condenar alguém.
Essa é uma super cortina de fumaça, um pretexto para penalizar o Brasil. É um erro crasso, e ele sabe disso.
Para Prates, a estratégia dos EUA é “suicida”.
A política dos EUA de sobretaxar seus parceiros comerciais é errada, na opinião do político, e vai prejudicar a economia do país, que terá que fazer mudanças em todo o seu portfólio de compras externas.
Ação dos EUA tende a fortalecer o Brics. A sobretaxação é uma reação ao fortalecimento do Brics e deverá levar a mais união ainda, segundo o político, segundo o ex-senador do Rio Grande do Norte.
Com informações do UOL
