21 de fevereiro de 2024
Nota

Lula compara atos de Israel a terrorismo do Hamas e recebe críticas por isso

O posicionamento do presidente  Lula sobre a guerra no Oriente Médio mudou de patamar.

No início, condenou o “ataque terrorista” sem mencionar o Hamas. Num segundo momento, reuniu o grupo e o terror na mesma frase. Mas incluiu no discurso uma referência à “forma insana” como Israel bombardeava a Faixa de Gaza. Agora, Lula já não faz distinção entre Hamas e Israel. Enxerga terrorismo dos dois lados.

Discursando na recepção às 32 pessoas retiradas da Faixa de Gaza e repatriadas com pompa, Lula soou explícito:

“Se o Hamas cometeu um ato de terrorismo pelo que fez, o Estado de Israel também está cometendo vários atos de terrorismo ao não levar em conta que as crianças não estão em guerra, que as mulheres não estão em guerra.”

Para não desperdiçar a credibilidade conquistada pelo Itamaraty durante o mês de novembro, quando a diplomacia brasileira ralou com brilho na presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, Lula talvez devesse considerar a hipótese de lapidar a nova retórica.

Conviria, por exemplo, distinguir Benjamin Netanyahu de Israel.

Os tambores de Tel Aviv anunciam que o Hamas já não controla Gaza. Mesmo quem se dispõe a confiar na propaganda militar, não acredita que o conflito terá um desfecho rápido.

Até a Casa Branca e os aliados europeus de Israel já se esforçam para tomar distância do flagelo humanitário de Gaza.

Generalizou-se a percepção de que a resposta militar tornou-se criminosa.

Não se chegará a nada parecido com uma solução sem a participação dos Estados Unidos, da Comunidade Europeia, do que restou da Palestina e da banda sóbria de um establishment político israelense que já questionava Netanyahu antes da guerra.

Daí a conveniência de retardar a conclusão de que Netanyahu é a personificação de Israel.

Fonte: Josias de Souza no UOL 

DO TL 

Passava da meia noite desta terça-feira, 14,  quando o presidente Lula recebeu os repatriados da Faixa de Gaza.

Com microfone na mão, entrevistou alguns dos palestinos, colocando o Governo brasileiro à disposição de todos eles, inclusive para continuar na missão de trazer outros padecentes, que continuam sob o perigo da região em conflito.

Ao chamar o contra-ataque de Israel de “terrorismo”, poderia ser fruto da emoção do momento, vez que o ministro Mauro Vieira não repetiu o tom.. Mas não. Hoje, em sua live, Lula confirmou a crítica, chamando as atitudes de Israel de terroristas.

 

 

One thought on “Lula compara atos de Israel a terrorismo do Hamas e recebe críticas por isso

  • observanatal

    Lula querendo ser Ghandi mas primeiro deixando o Brasil mal aos olhos estrangeiros. Terrorista é o Hamas. Lula já não conseguia saber o que é ditadura, agora também não sabe o que é terrorismo. Lula = Bolsonaro.

    Resposta

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