Magistratura necessita de limites, cresceu tanto que sua hora chegou

Nesta última coluna do ano, pensando o Brasil, os melhores caminhos nos levam para a instituição inadiável de um Código de Ética para os Ministros do Supremo Tribunal Federal. Esse diploma não pode ter donos nem donas, pois será fruto do próprio gigantismo que o Tribunal assumiu nas últimas décadas.
Nesses 63 anos ininterruptos do exercício da profissão de Jornalista, o titular desta Roda Viva testemunhou que a Justiça (especialmente os magistrados de nossa Corte mais alta) sempre mereceu a deferência máxima da imprensa. Sem contestações.
Com o crescimento do papel exercido pelo Judiciário nas questões políticas, o jornalismo, mesmo preservando sua postura respeitosa, também se obriga a mudar, para não violentar sua essência. É nesse espírito que esse colunista considera que o colegiado mais alto de nossa Magistratura tem de mudar para se preservar – e continuar merecendo o respeito da sociedade. Precisa definir seus próprios limites, de modo a preservar a estabilidade institucional perdida. O equilíbrio determina que fique cada um na sua: Juízes, Promotores, Comunicadores exercendo seus próprios papeis.
