13 de junho de 2026
Nota

O que Álvaro candidato vai ter que responder sobe o Álvaro prefeito

Não bastassem as investigação no TCU e MPF  sobre a Engorda de Ponta Negra, pareceres técnicos do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público de Contas ampliaram os questionamentos sobre a gestão do ex-prefeito Álvaro Dias à frente da Prefeitura do Natal.

Os apontamentos não se restringem a um episódio isolado. Eles alcançam todos os anos da administração, entre 2018 e 2024,  reforçando  a percepção de um padrão de gestão marcado por problemas fiscais, contábeis e orçamentários.

Os documentos citam atrasos em prestações de contas e no envio de instrumentos de planejamento, abertura de créditos suplementares acima dos limites autorizados, uso de fontes de recursos insuficientes ou inexistentes, déficits orçamentários e financeiros, além de repasses à Câmara Municipal acima do teto constitucional.

Entre os números destacados estão déficits milionários e sucessivas ampliações de créditos suplementares além do permitido. Em 2024, por exemplo, a gestão previa superávit primário de R$ 263,6 milhões, mas encerrou o exercício com déficit de R$ 149,8 milhões.

A defesa de Álvaro alegou falhas operacionais, problemas de sistema, ausência de dolo e correção posterior de inconsistências. As contas ainda serão analisadas pelos conselheiros do TCE e pela Câmara Municipal de Natal.

UMA PEDRA NO DISCURSO DO CANDIDATO 

Politicamente, porém, os pareceres ampliam o debate sobre o estilo administrativo do ex-prefeito. A comparação com a engorda de Ponta Negra tornou-se inevitável: em ambos os casos, cresce a narrativa de uma gestão marcada pela pressa, pelo atropelo de etapas e pela atuação no limite das normas legais, ambientais e fiscais.

O tema ganha ainda mais peso diante da pretensão de Álvaro Dias de disputar o Governo do Estado, já que os questionamentos atingem toda a sua passagem pela principal prefeitura do Rio Grande do Norte.

Há que se registrar, porém que Álvaro não estará sozinho nas comparações e nos retrovisores; seus principais adversários Cadu Xavier (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) têm contas a explicar ao eleitor.

Cadu sobre limites e défices, indo até ao uso de crédito consignado do servidor no Governo que integrou como super secretário, já Allyson também já teve as lupas do TCE sobre sua pasta de Educação,  sem falar no maior desafio, o da “Operação Mederi” deflagrada pela Polícia Federal para apurar superfaturamento na compara de insumos para Saúde.

Fonte: Agora RN  e TCE