15 de janeiro de 2026
Política

O que seria “mais racionalidade e menos ambição” entre os nomes da oposição potiguar?

No último final de semana, o presidente do União Brasil do Rio Grande do Norte, ex-senador José Agripino Maia declarou que a união da oposição é o melhor caminho se quiser vencer no primeiro turno.

Sem citar nomes, falou em racionalidade e na falta de ambição como melhores conselheiros.

Ao contrário das duas últimas eleições no RN, hoje a pré-disputa ao Governo em 2026 tem três nomes de peso para enfrentar o candidato do PT; o senador Rogério Marinho (PL), o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e o prefeito de Mossoró, Allysson Bezerra (UB).

O QUE DEFINE RACIONALIDADE E FALTA DE AMBIÇÃO? 

Allysson é o  favorito em todas as pesquisas já divulgadas, mas ainda não assumiu a pré-candidatura. Por outro lado, terá ainda dois anos de mandato de prefeito e a juventude como aliados de quem prefere vê-lo,  deixando  o cavalo selado passar.

Rogério Marinho é o segundo colocado nas pesquisa, não perderia nada se saísse do Senado para a campanha de governador e ainda usa o argumento que o prefeito de Natal Paulinho Freire , do União Brasil de Allysson,  foi eleito mesmo não sendo o favorito nas pesquisas em 2024. Contra ele tem o peso da proximidade com o Bolsonarismo num estado que ainda é sabidamente alinhado com o Lulismo. Sem falar na falta de carisma e popularidade, que só não impediram de vencer a disputa para o Senado em 2022 porque a esquerda se dividiu entre Rafael Motta e Carlos Eduardo Alves.

Álvaro Dias é o único sem mandato e se enxerga cedor do União Brasil da capital potiguar por ter sido determinante na eleição do prefeito Paulinho Freire em 2022. Não está tão distante de Marinho das pesquisas e tem a imagem de político mais moderado diante da polarização nacional.

QUEM VAI ABRIR MÃO DA DISPUTA

Da recita de Agripino Maia se pode entender que domar a ambição seja abrir mão da disputa do governo em causa própria e em nome do grupo, mas e a racionalidade?

É a pergunta que não quer calar para saber se a oposição caminhará unida ou dividida na campanha majoritária de 2026.

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