O VAR precisa entrar em campo na Educação do RN

Alguns dos pontos levantados pelos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte na sabatina promovida ontem pela FIERN/Mídia.com merecem ser acompanhados de perto e aprofundados com lupa ao longo da campanha eleitoral.
Um deles é a Educação, especialmente diante do avanço registrado pelo Rio Grande do Norte no último Ideb.
Segundo o candidato Allyson Bezerra, o mecanismo adotado pelo Governo do Estado para permitir a aprovação de estudantes sem que tenham alcançado o aprendizado necessário seria artificial e não representaria o melhor caminho para avaliar a qualidade do ensino potiguar. Ele citou os resultados de Mossoró e criticou as regras que permitem a progressão de alunos mesmo quando acumulam reprovações em diversas disciplinas.
Já o candidato Cadu Xavier rebateu o que classificou como fake news propagada por setores da mídia. Segundo ele, a mudança nas regras de aprovação teve impacto muito pequeno no resultado do novo Ideb. Xavier afirmou que menos de 0,50% dos estudantes aprovados teriam sido beneficiados diretamente pela alteração das regras.
Na avaliação do candidato, a melhora do Ideb estaria relacionada principalmente à construção e reforma de escolas, à ampliação do ensino em tempo integral, à atuação dos institutos federais e à valorização dos professores, com melhoria salarial.
É aí que está uma discussão que merece ser aprofundada durante a campanha.
Afinal, quanto da evolução do Ideb pode ser atribuído à melhoria efetiva da aprendizagem e quanto pode estar relacionado às mudanças nas taxas e regras de aprovação? E, sobretudo, quais políticas produziram resultados que devem ser mantidos e quais precisam ser revistas?
Os números e a metodologia precisam ser colocados sobre a mesa, com transparência e dados oficiais. Se for preciso, que se recorra até ao “VAR” da Educação.
O eleitor potiguar precisa ter acesso a essa comparação para poder avaliar, com mais clareza, o que merece mudar e o que merece continuar.
