13 de dezembro de 2025
Política

O VOTO BACALHAU EM TEMPOS DE IA

 

Ilustração com ajuda do ChatGPT


Lá se vão quase 43 anos
de uma  campanha política inesquecível, decantada em versos, teses acadêmicas e muita prosa.

Marcada por um  paradoxo.
Votar e não votar.

E pela incoerência.
Menos para o principal cargo em disputa.

Uma chapa acéfala,  apresentada aos mais devotos dos devotos de Nossa Senhora da Vinculação dos Votos.

A cabeça, pra ser desprezada.                              

Era o mote.

E a ordem.

Nunca se explicou porque apelidaram o sufrágio de camarão, sendo a cabeça de bacalhau nunca  vista pelos pesqueiros do Tibau e cercanias.

Já a do crustáceo … tinha até quem gostasse.

João Batista, o general-presidente de dia, ditador que nunca prendeu nem arrebentou ninguém, comia com casca e tudo.

As  movimentações, sempre seguidas de muitas resenhas.

Nos detalhes.                    

Público presente (números inteiros e precisos), aferidos e comparados pelos agentes secretos infiltrados além das linhas adversárias.

Os últimos índices das pesquisas dos institutos amigos, guardados a 7  e todas as outras chaves.

Na sala dos médicos, o assunto principal (secundário e terciário) há muito havia deixado de ser discussão de caso clínico.

No quase comitê, correligionários e formadores de opinião.

Única e convergente.

O plantonista depois de justificar a falta à movimentação da noitada anterior,  quer saber as boas novas.

Ouviu o que queria.

Entusiamo.

Animação.

Otimismo.

Dilúvio de gente.

Tudo em banda de lata.

E vitória à vista.

Foi naquele clima de euforia que o especialista em análises de discursos elegeu o do candidato a burgomestre, como o melhor da noite.

Ao ser perguntado do que tinha tratado o velho alcaide, foi sincero:

– Não deu pra entender muito bem. Quase nada.                        Dr. Dix-Huit usa  muitas palavras difíceis.             Mas como fala bonito…   Não tem parea!

Como os eleitores quase nada mudaram em quase meio-século, já é hora de se lançar uma ideia mais revolucionária.

Para resolver este puxa-encolhe da polarização na política,  que tal , se na próxima eleição, os pagadores de impostos  votassem para todos os cargos, menos dois:

O Presidente da República e seu vice, escolhidos pela Inteligência Artificial.

Como vota o ChatGPT?

 

ChatGPT

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