OS PRIMEIROS 1460 DIAS

Há quatro anos cometendo diariamente pequenas inconfidências, é tempo de renovar compromissos neste Território Livre.
De continuar registrando fatos presenciados, outros ouvidos e guardados no hipocampo já quase cheio.
A memória RAM ganhando mais espaços em posts, que os leitores quando não raros, como os chineses, acreditam muma imagem valendo mais que 140 caracteres.
A expansão do que começou nas redes sociais – desde os tempos do Orkut – com regularidade e maior abrangência, tem seu preço, e cobranças.
Trata-se de trabalho não remunerado, mas que de alguma forma, é pago.
Pelo próprio autor. Como moeda, a ironia, e troco em gaiatice.
Para quem teve o perfil na caminhada matinal alterado e ocupação principal atualizada: saindo o médico barnabé, entrando o colunista social da turma, tudo é lucro.
Valha-me São Jota Epifânio!
Te cuida, Bebeto Torres!
Os mais indiscretos perguntam até pelo número do registro de jornalista na DRT.
Será que vem alguma denúncia por aí?
Nesta hora, não há de esquecer Dona Joanita e a pressão que fez para que o filho mais velho, que já galgara as mais altas posições na imprensa da província, voltasse aos bancos escolares porque não o queria charlatão.
Sem canudo de pergaminho.
Quem nunca foi, nem pretende ser escritor, a rigor, nem escrever, escreve.
Não usa caneta nem computador.
Tudo que vai ao prelo, sai direto do telefone.
Impossível ser cronista ou contador de causos, quem tem imensa dificuldade em guardar nomes e datas, qualidades essenciais para os misteres.
Aos velhos e novos amigos, a revelação do gosto de compartilhar com eles os próprios textículos.
Tem quem goste.

(Reflexões iniciadas em 07/04/2019, quando foi comemorado o quarto mensário da nova fase do TL)

Estou entre os que gostam. Além de um excelente médico, é uma figura humana nota dez. Me trata como se eu fora um irmão. Que Deus o conserve por muitas décadas. Um fraternal abraço deste escrevinhador chato e teimoso.
Longa via para todos nós, incluído o TL