Professor Gabriel Martins é destaque na Revista Brasileira de Administração em reportagem sobre carros elétricos
Na mais nova RBA – Revista Brasileira de Administração, o nosso Professor de Finanças Corporativas Gabriel Martins foi destaque.
Foi um dois especialistas consultados e que opinou sobre a postura da China em relação ao investimento em carros elétricos, analisando tal mercado e seu impacto no mundo business.
Na reportagem “O futuro será elétrico – Carros elétricos da China balançam mercado automotivo” Gabriel explicou como a China passou da seda ao mercado elétrico.
Segundo o doutor em administração e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gabriel Martins, a estratégia da China começou quando o país decidiu investir na ‘Nova Rota da Seda’, há mais de dez anos, a fim de ampliar a sua influência no mundo e expandir sua participação na cadeia produtiva de vários países da Europa, Ásia e África. Entretanto, em 2013, os chineses enfrentaram fortes ondas de calor, o que desencadeou uma forte crise na indústria metalúrgica.
“Como fruto de suas ações, para conter a crise e consciente de seu papel em combater o aquecimento global — já que sentiu na pele o efeito dos danos ambientais que causara no passado —, a China desponta como expoente produtor de veículos elétricos na atualidade”, conta o professor.
Por conseguinte, Gabriel explica como esses investimentos estão impactando nos mercados americanos, europeu e brasileiro.
Já Martins destaca que nos Estados Unidos, além das medidas protetivas estudadas pelo governo, empresas como Tesla desenvolvem trabalho semelhante e podem vir a dominar o mercado automotivo, bem como fornecer os componentes necessários para competir com os veículos chineses. Nos países da União Europeia, por sua vez, além das medidas protecionistas, produtores de veículos tradicionais começam a firmar alianças com empresas chinesas, importando tecnologia por meio de joint ventures.
“No Brasil, o mercado produtor imagina que a transição para a nova matriz automotiva deverá ocorrer gradualmente, talvez acreditando que o governo também adotará medidas restritivas. Mas é um grande risco, face à boa relação que existe entre os dois governos e a dependência do país a tecnologias estrangeiras”, justifica Martins.
Pra finalizar, Gabriel, um dos profissionais consultados que pautam a reportagem, opina sobre o andamento atual e futuro do mercados de carros elétricos no Brasil.
O estudo mostrou que a expectativa do mercado produtor brasileiro é de que, nos próximos dez anos, o país tenha no mercado automotivo uma receita proporcional próxima de 40%, oriunda de veículos elétricos e híbridos, contra os 12% atuais. “O crescimento anual previsto para o período de 2021 a 2035 é de 3%, considerando o mercado automotivo como um todo, sendo de 12% para a nova matriz e de apenas 1% para a matriz antiga. Já a margem de lucro prevista para o ano de 2035 no segmento de veículos elétricos e híbridos mais que dobra, saindo de 19% em 2021 para 50% em 2035”, descreve Martins.
“Obviamente, a indústria brasileira de peças sofrerá grandes mudanças, já que os novos veículos utilizam componentes específicos e novos materiais, para os quais não temos domínio tecnológico. Infelizmente, com a lentidão com que o governo e as escolas de formação profissional implantam as mudanças necessárias no sistema educacional brasileiro, o Brasil corre o risco de chegar em 2030 sem o capital intelectual necessário para atender à demanda do setor automotivo”, alerta Martins.
Parabéns Gabriel!!




