Quando Bolsonaro fala de Thaís Oyama conta sua própria história
Por Elio Gaspari
Jair Bolsonaro chamou a jornalista Thaís Oyama, autora do livro “Tormenta”, de “essa japonesa que eu não sei o que faz no Brasil”. Ela faz o mesmo que ele: vive no país onde nasceu. Oyama é neta de japoneses e Jair é bisneto de italianos.
Por mais preconceitos que tenham ofendido os japoneses, foram migalhas se comparados com as ofensas atiradas contra os italianos.
Delas, a mais interessante partiu de um ilustre quatrocentão ao referir-se a Alfredo Buzaid, ministro da Justiça do presidente Médici.
“Não se pode confiar nos italianos, veja o caso desse Buzaid”.
(Ele descendia de imigrantes do Oriente Médio.)


A Constitução da República Federativa do Brasil (CF/88) deveria ser respeitada, não só pela população brasileira, mas, PRINCIPALMENTE, pelas autoridades constituídas. A CF/88 no seu art. 2º. preconiza que os 3 poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) são INDEPENDENTES e HARMÔNICOS entre si. A INDEPENDÊNCIA ocorre porque cada um desses poderes impõe-se CONTRA EVENTUAIS ATAQUES. Quanto à HARMONIA, esta está destoando em face de ataques por algumas tendências AUTORITÁRIAS que NÃO ADMITEM que suas atuações, apesar de coerentes, NÃO ESTÃO DE ACORDO COM SUAS “VONTADES PESSOAIS” ! Quando isso ocorre perde-se a HARMONIA e a INDEPENDÊNCIA tende a se transformar em INTERDEPENDÊNCIA indesejável.
Vale frisar que vivemos Numa DEMOCRACIA (embora ANARQUISTA), HAJA VISTA QUE OS PODERES TENDEM a SE DESARMONIZAR e A INTERFERIR, direta ou indiretamente entre esses Poderes da República.