O Primeiro Comando da Capital saiu das celas da penitenciária de Taubaté para se tornar uma organização de alcance global.
Reportagem do The Wall Street Journal mostra que o grupo hoje atua em quase 30 países, com cerca de 40 mil integrantes e uma estrutura comparada à de uma multinacional, sustentada principalmente pelo tráfico internacional de cocaína produzida na Colômbia, Peru e Bolívia.
O levantamento detalha ainda como o PCC diversificou suas operações, criando esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro que passam por setores como postos de combustíveis, imóveis, fintechs e até instituições religiosas.
Nesse ponto, o Rio Grande do Norte aparece como peça relevante: investigações locais iniciadas pelo Ministério Público em 2023 identificaram uma célula do grupo que teria criado igrejas para lavar dinheiro do tráfico, prática que vem sendo chamada de “narcopentecostalismo”.
A reportagem também aponta o avanço da facção sobre áreas estratégicas, incluindo influência política e presença internacional. Casos recentes envolvem suspeitas de financiamento de campanhas eleitorais e operações nos Estados Unidos, onde autoridades já identificaram afiliados em diferentes estados.
O cenário reforça como o PCC expandiu sua atuação — e como estados como o Rio Grande do Norte entram no mapa dessa engrenagem criminosa global.
Atirar a esmo como faz essa reportagem pode gerar mais preconceitos, e não mudar nada.