Sem mulheres, disputa presidencial pode repetir cenário que não ocorre desde 2002

Após o término da janela partidária, período repleto de movimentações de olho na eleição de outubro, o desenho das pré-candidaturas à Presidência da República não inclui, até o momento, nenhuma mulher na disputa.
A se confirmar o quadro atual, seria a primeira vez desde 2002 em que a corrida ao Planalto contaria somente com homens — com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) encabeçando a lista. Especialistas apontam que o cenário de ausência de postulações femininas reflete estruturas partidárias que dificultam o aumento da representatividade em cargos do Executivo.
Além de Lula e Flávio, outros seis homens se apresentam como pré-candidatos à Presidência. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, renunciaram anunciando a intenção de concorrer. Além deles, posicionaram-se da mesma maneira Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante), o último a entrar na lista no fim de semana.
O panorama diverge da última eleição presidencial, que teve quatro candidatas ao Planalto, o maior número do século. Entre elas, estava Simone Tebet (antes no MDB, agora no PSB), que, após a derrota no primeiro turno, assumiu posteriormente ministério na gestão Lula. Também ministra do petista, Marina Silva (Rede) havia disputado em 2010, 2014 e 2018 — os dois primeiros pleitos foram vencidos pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), escolhida como sucessora política de Lula.
Fonte: O Globo
