Sétima Arte: opinião do filme “Pequenas Cartas Obscenas”
No sábado à noite foi dia de assistir “Pequenas Cartas Obscenas”.
Um filme baseado em uma história real, que aconteceu em 1920, em Littlehampton, uma cidade litorânea da Inglaterra.
Uma história pitoresca, às vezes estranha, às vezes engraçada, além de muito injusta e bem atual que ganhou a manchete de todo o país. Mais do que isso, é um filme que mostra os valores invertidos das sociedades, assuntos super atuais, desde a inveja, a vaidade e o “faz de conta” de um falso puritanismo.
Trata de traumas e sequelas de uma criação pautada por um pai controlador e ultraconservador, que queria a filha apenas para lhe servir.
Nessa pequena cidade mora a puritana, ultra religiosa, Edith Swan, estrelada com o talento estupendo de Olivia Colman, e a turbulenta irlandesa Rose Gooding, vivida muito bem por Jessie Buckley. Ambas são vizinhas.
Elas e outros residentes da cidade começam a receber cartas perversas e obscenas que são, além de incômodas, hilárias.
Sem precedentes e baseadas no puritanismo da vizinha Edith, Rose é acusada, sem provas, de ser autora dessas cartas anônimas que provocam um alvoroço nacional.
Assim, segue-se um julgamento em cima de Rose, que corre o risco de perder a guarda de sua filha caso seja condenada.
No entanto, a policial Gladys Moss, que tem no papel a excelente Anjana Vasan, começa a investigar o crime, o caso ganha outro contorno. Daí, o enredo ganha emoção e prende nossa atenção.
O final é surreal e bem real.
Vale a pena assistí-lo. Está na Sala Vip do Cinépolis.
Opinião do filme: 5 estrelas, ótimo.





