Setor de limpeza vê risco de desemprego e aumento de preços com fim da escala 6×1

A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) é presidida pelo potiguar Edmilson Pereira, que vem demonstrando preocupação com a proposta de extinguir a escala 6×1 para o trabalhador. Ou seja, seis dias trabalhados com um de folga.
Segundo Pereira, a mudança, se feita sem diálogo e medidas compensatórias, pode elevar custos, pressionar contratos e gerar perda de empregos, especialmente entre pequenas e médias empresas.
A federação argumenta que o setor de serviços, intensivo em mão de obra, criou mais de 80 mil vagas formais entre janeiro e julho de 2025, segundo o Novo Caged. Para a entidade, a redução da jornada sem corte salarial exigiria novas contratações, com impacto financeiro que pode superar 20% em alguns segmentos.
A Febrac defende que eventuais mudanças sejam discutidas em convenções coletivas, com transição gradual e possível redução de encargos, para evitar prejuízos à competitividade e ao emprego formal.
A federação também destaca que o Brasil já apresenta encargos trabalhistas e previdenciários considerados elevados, o que encarece a contratação formal.
Outro ponto levantado é que a jornada média efetivamente trabalhada no país gira em torno de 39 horas semanais — abaixo do limite constitucional de 44 horas —, resultado de negociações coletivas e acordos setoriais.
A Câmara Federal deve votar projeto de lei sobre a matéria ainda no primeiro semestre de 2026.
