O esforço de contenção de danos da deputada Carla Dickson (PL) acabou produzindo um efeito colateral inesperado. E , para quem ele nas entrelinhas, ainda mais constrangedor.
Após afirmar que teria havido uso da máquina pública da Prefeitura de Natal em favor da pré-candidatura da vereadora e primeira-dama Nina Souza (PL), a parlamentar recuou em sequência: pediu desculpas, alegou ter sido mal interpretada e tentou reforçar o gesto com declarações de apoio, chegando a desejar que a colega seja a mais votada nas próximas eleições.
Mas foi justamente na tentativa de encerrar o episódio que veio o novo tropeço: – “Foi um ato falho”, disse aos ouvintes da 98 FM.
Ao justificar a fala inicial como um “ato falho”, Carla Dickson recorreu a um conceito conhecido da psicanálise de Sigmund Freud — aquele que descreve quando alguém diz algo que não pretendia, mas que, de alguma forma, revelaria um pensamento latente. O que pensa na realidade sem freios pu censuras.
O resultado foi um pedido de desculpas que, longe de encerrar a crise, acabou reabrindo a interpretação sobre o que foi dito — e por qual motivo. Na política e na vida, há lapsos que passam e outros que insistem em ficar.
Em tempo, a Deputada Carla Dickson (PL) é médica oftalmologista e certamente já enxergou o embaraço que ela mesma provocou…