Durante o ato “Acorda, Brasil”, realizado na manhã deste domingo (1º), em Brasília, o senador Rogério Marinho fez um dos discursos mais enfáticos da manifestação e saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar criticou o cenário político e institucional do país e afirmou que, “em nome da democracia, estupraram a democracia”, ao se referir ao que considera ataques à liberdade de expressão e aos direitos individuais. Segundo ele, houve desrespeito à Constituição e restrições a garantias fundamentais com o objetivo de impedir a permanência de Bolsonaro na vida pública.
Marinho declarou que o ex-presidente foi “processado, preso e censurado”, mas sustentou que adversários políticos não contavam com a reação popular. “Ninguém aprisiona um sentimento”, afirmou.
Para o senador, mesmo diante de decisões judiciais e do que chamou de isolamento político, Bolsonaro “inspira, lidera e dá esperança” de que o país poderá “virar a página negra do Brasil”, superando o que classificou como um período negativo da história nacional.
Sem citar nomes, o senador também fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal. “Não vamos aceitar a banalização do cerceamento da liberdade de expressão. Não vamos dizer que é normal quando um ministro do Supremo transgride a lei em nome do corporativismo para se defenderem mutuamente como se estivessem acima da lei, da sociedade e do país. A ninguém é dado estar acima da lei”, declarou.