Vivaldo recusa eleição indireta e amplia impasse sobre renúncia de Fátima no RN

O deputado estadual Vivaldo Costa (PV) descartou ontem disputar a eleição indireta para o Governo do Rio Grande do Norte, prevista para abril, frustrando articulações que o colocavam como alternativa de consenso na Assembleia Legislativa.
Ex-governador e com trânsito entre diferentes grupos políticos da Casa, Vivaldo era visto como a última possibilidade de uma “meia vitória” para o grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) no processo sucessório. Mas foi enfático:
“Eu acho que chegou a hora de dizer não e abrir espaço para a turma jovem”.
A eleição indireta deve ocorrer caso a governadora renuncie ao cargo para disputar o Senado. Sem Vivaldo na disputa, cresce a percepção de que a oposição pode assumir protagonismo na escolha do nome que comandará o Estado pelos oito meses finais do mandato.
Com a negativa, a decisão passa a pesar ainda mais no cálculo político da governadora: vale a pena deixar o cargo para concorrer ao Senado correndo o risco de entregar o governo a um nome alinhado à oposição?
