Do deputado estadual Ricardo Motta: 

A morte de Agnelo Alves me faz lembrar o amigo leal, o amigo herdado do meu querido pai, Clóvis Coutinho da Motta.

Dor multiplicada.

Clóvis nasceu a 21 de junho, faria hoje 87 anos.

Dia em que Agnelo se vai.

Agnelo, visão de mundo, força maior que qualquer sacrifício.

Agnelo, posso testemunhar com orgulho e saudade, me foi conselheiro, agasalhando momentos de tensão e incerteza com a sua presença amena, sua visão privilegiada e sua inteligência racional e certeira. Assim sempre.

Em Agnelo, representante de uma geração que preservava o ser humano acima de vaidades e circunstâncias, tive um mestre e um colaborador enquanto presidi a Assembleia Legislativa.

Agnelo, a cada dia, nos ensinava que longe é um lugar que não existe e que o amanhã será sol na hora em que construímos o agora justo, fraterno e igual.

Foi um parlamentar atuante, madrugador, de compromisso, primeiro a chegar, o último a sair da Casa do Povo e fortaleza de vida a cada sessão, desafiando os problemas de saúde em nome da fé no Rio Grande do Norte melhor.

Transmito aos seus familiares, Dona Celina, seu amor maior, seus filhos Agnelo Filho, Carlos Eduardo e José Luiz, o instrumento prático daquele que tanto lutou pela democracia e , que, por ela, sofreu injustas consequências da tirania: A solidariedade.

Agnelo fez, fará. Agnelo agora é história.

Eterno Agnelo.