Da Redação/Portal Comunique-se.

O jornalista brasileiro Solly Boussidan, que atua como freelancer, foi preso na sexta-feira (28/1) em Sochi, na Rússia, por fazer reportagens sem a devida credencial exigida pelo país. Boussidan é colaborador do jornal O Estado de S.Paulo.

As autoridades russas dizem que o jornalista deve ficar preso por dez dias até ser deportado, mas o Itamaraty e a Alemanha (país do qual o repórter também tem cidadania), negociam a libertação de Boussidan, informa o Estadao.com.

O jornalista se identificou ao cruzar a fronteira, mas não trabalhava em território russo e só passou na cidade com o objetivo de chegar à Armênia. No entanto, com o atentando ao aeroporto de Moscou, na segunda-feira (24/1), o repórter decidiu enviar um relato sobre a cobertura televisiva da tragédia ao portal Terra Magazine.

Dois dias depois de enviar a nota, a polícia russa o deteve em seu hotel e o interrogou por 12 horas. Após o interrogatório, Boussidan foi levado a uma audiência que determinou sua prisão por dez dias, antes da deportação. Além disso, o jornalista deve pagar multa de dois mil rublos (cerca de US$ 65). O brasileiro está preso no centro de detenção para estrangeiros na cidade de Adler.

Na prisão, o jornalista passou 36 horas sem comida e foi pressionado a assinar documentos em russo, sem tradução, e abrir mão da proteção do Itamaraty.

O Itamaraty e a embaixada da Alemanha em Moscou continuam a negociar a libertação de Boussidan.

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