Política

Defesa de Temer desiste de recurso no STF que pedia suspensão de inquérito

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A defesa do presidente Michel Temer desistiu hoje (22) do recurso no qual solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações relacionadas ao presidente. A medida foi tomada após o anúncio de que a Corte autorizou a Polícia Federal a realizar uma perícia no áudio entregue pelo empresário Joesley Batista em seu depoimento de delação premiada.

De acordo com um dos representantes de Temer, o advogado Gustavo Guedes, após o deferimento de perícia, a defesa está satisfeita e não quer mais o julgamento do recurso. Guedes também anunciou que a defesa contratou uma perícia particular para analisar o áudio. Segundo o advogado, foram encontrados “70 pontos de obscuridade no material”.

“A defesa do presidente apresentou petição dizendo agora: nos sentimos atendidos com o deferimento da perícia [oficial] e a partir desse laudo que nós juntamos agora, que nos dá segurança, nós queremos agora que isso se resolva o mais rapidamente possível”, disse.

CidadesCultura

Pingo da Mei Dia: Prefeitura anuncia atrações da abertura do Mossoró Cidade Junina

O Pingo da Mei Dia ocorre no próximo dia 10 de junho. O evento, que é a abertura oficial do Mossoró Cidade Junina, já tem atrações confirmadas.

Para a edição 2017 a Secretaria destaca a valorização do artista da terra. O Pingo da Mei Dia acontece na Avenida Rio Branco (Corredor Cultural), sendo que este ano o percurso será maior, com a inclusão da Estação das Artes Elizeu Ventania.

O Pingo inicia ao meio-dia com o tradicional hasteamento da bandeira do forró, no Memorial da Resistência.

Veja quais as atrações confirmadas:

– Nataly Vox
– Forró dos 3
– André Luvi
– Giannini Alencar
– João Neto Pegadão
– Renata Falcão
– Aline e Dayvid

arte programação

Política

Assembleia Legislativa homenageia CONAB pelos 27 anos de atuação no RN

Criada a partir da lei 8.029/90, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou suas atividades em 1991, contribuindo para a regularidade do abastecimento e a garantia de renda ao produtor rural. Por seus 27 anos de atividades no Rio Grande do Norte, foi homenageada pela Assembleia Legislativa em sessão solene realizada na manhã desta segunda-feira (22), numa iniciativa do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Na solenidade foram homenageados servidores e dirigentes que atuam ou atuaram na companhia. O presidente do Legislativo do RN destacou o trabalho da Conab, que possui unidades armazenadoras em Natal, João Câmara, Currais Novos, Caicó, Assu, Mossoró e Umarizal.

HOMENAGEADOS

Alexandre Filgueira Souza e Silva. Procurador na Superintendência Regional da CONAB/RN (1999 a 2003), e primeiro advogado da então recém-criada Superintendência Regional do RN.

Boris Pinheiro Minora de Almeida. Atual Superintendente Regional

Cleide Edvirges Santos Laia, servidora de carreira da Conab que atualmente ocupa a Diretoria de Política Agrícola.

Cleide Edvirges Santos Laia.  Servidora de carreira que atualmente ocupa da diretoria de Política Agrícola.

Ezequiel José Ferreira de Souza. Diretor Nacional de Operações e Diretor Nacional de Gestão de Estoques (1997 a 2002). Em 1998 criou a Superintendência Regional no RN, até então vinculada ao Ceará.

Fábio Vinicius de Souza Mendonça. Engenheiro Agrônomo, já ocupou o cargo de Superintendente Regional (março/2016 a janeiro de 2017).

Francisco de Freitas Diniz. Diretor técnico da Delegacia Federal da Agricultura – RN, Presidente da EMATER  e Superintendente Regional da Conab no RN (2000 a 2003).

Francisco de Freitas Diniz. Ex-superintendente regional (2000 a 2003).

João Maria Lúcio da Silva. Administrador de empresas, ocupou o cargo de superintendente Regional no período (2011 a 2016).

José Alvares Vieira. Presidente do Sistema FAERN / SENAR, membro do Conselho Fiscal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, e Presidente do Conselho deliberativo do SEBRAE/RN para o quadriênio 2015/2018.

Paulo César de Oliveira Cavalcanti. Superintendente Regional (1998 a 1999). In memorian.

Satyro Gil de Souza Filho. Servidor de carreira, foi Superintendente Regional (2003 a 2007).

Fotos: João Gilberto

Foto: João Gilberto

z

Política

Base aliada quer retomar tramitação da reforma trabalhista nesta terça-feira

Ivan Richard Esposito – Repórter da Agência Brasil

Na tentativa de retomar as atividades do Senado após o impacto causado pela delação da JBS, o presidente em exercício do PSDB e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tasso Jereissati (CE), anunciou hoje (22) a retomada do calendário de análise da reforma trabalhista, com a apresentação do relatório amanhã (23). A oposição promete obstruir os trabalhos.

Na quinta-feira passada, o relator da proposta, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), havia suspendido o cronograma de apreciação da matéria em virtude da crise que se instalou no governo após as denúncias contra o presidente Michel Temer.

Seguindo estratégia definida ontem (21) em jantar realizado no Palácio do Planalto, os tucanos afirmaram hoje que a agenda de trabalho do Senado não pode ser paralisado em virtude da crise vivida pelo governo. “A questão [da reforma] não é de governo, mas de país. Nosso compromisso é com o país e mostrar que estamos trabalhando normalmente e que os acontecimentos políticos independem dos acontecimentos daqui”, disse Jereissati.

Política

‘Se quiserem, me derrubem’, afirma Temer ao negar de novo a renúncia

Da Folha de São Paulo

Enfrentando a mais grave crise de seu governo, o presidente Michel Temer (PMDB) diz que renunciar seria uma admissão de culpa e desafia seus opositores: “Se quiserem, me derrubem”.

Em entrevista à Folha no Palácio da Alvorada, Temer afirma que não sabia que Joesley Batista, que o gravou de forma escondida, era investigado quando o recebeu fora da agenda em sua residência em março –embora, naquele momento, o dono da JBS já fosse alvo de três operações.

Sobre o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, flagrado correndo com uma mala de dinheiro, Temer diz que mantinha com ele apenas “relação institucional”. A atitude de Loures, para o presidente, não foi “aprovável”. Mas ele defende o caráter do ex-assessor. “Coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole.”

Foto: EVARISTO SA/AFP

Foto: EVARISTO SA/AFP

O sr. estabeleceu que ministro denunciado será afastado e, se virar réu, exonerado. Caso o procurador-geral da República o denuncie, o sr. vai se submeter a essa regra?

*Michel Temer – * Não, porque eu sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros, por evidente não será a linha de corte para o presidente.

Mas o sr. voluntariamente poderia se afastar.

Não vou fazer isso, tanto mais que já contestei muito acentuadamente a gravação espetaculosa que foi feita. Tenho demonstrado com relativo sucesso que o que o empresário fez foi induzir uma conversa. Insistem sempre no ponto que avalizei um pagamento para o ex-deputado Eduardo Cunha, quando não querem tomar como resposta o que dei a uma frase dele em que ele dizia: “Olhe, tenho mantido boa relação com o Cunha”.

[E eu disse]: “Mantenha isso”. Além do quê, ontem mesmo o Eduardo Cunha lançou uma carta em que diz que jamais pediu [dinheiro] a ele [Joesley] e muito menos a mim. E até o contrário. Na verdade, ele me contestou algumas vezes. Como eu poderia comprar o silêncio, se naquele processo que ele sofre em Curitiba, fez 42 perguntas, 21 tentando me incriminar?

O Joesley fala em zerar, liquidar pendências. Não sendo dinheiro, seria o quê?

Não sei. Não dei a menor atenção a isso. Aliás, ele falou que tinha [comprado] dois juízes e um procurador. Conheço o Joesley de antes desse episódio. Sei que ele é um falastrão, uma pessoa que se jacta de eventuais influências. E logo depois ele diz que estava mentindo.

Não é prevaricação se o sr. ouve um empresário dentro da sua casa relatando crimes?

Você sabe que não? Eu ouço muita gente, e muita gente me diz as maiores bobagens que eu não levo em conta. Confesso que não levei essa bobagem em conta. O objetivo central da conversa não era esse. Ele foi levando a conversa para um ponto, as minhas respostas eram monossilábicas…

Quando o sr. fala “ótimo, ótimo”, o que o sr. queria dizer?

Não sei, quando ele estava contando que estava se livrando das coisas etc.

Era nesse contexto da suposta compra de juízes.

Mas veja bem. Ele é um grande empresário. Quando tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca. Eu disse: “Venha quando for possível, eu atendo todo mundo”. [Joesley disse] “Mas eu tenho muitos interesses no governo, tenho empregados, dou muito emprego”. Daí ele me disse que tinha contato com Geddel [V. Lima, ex-ministro], falou do Rodrigo [Rocha Loures], falei: “Fale com o Rodrigo quando quiser, para não falar toda hora comigo.”

Ele buscou o sr. diretamente?

Ele tentou três vezes me procurar. Ligou uma vez para a minha secretária, depois ligou aquele rapaz, o [Ricardo] Saud, eu não quis atendê-lo. Houve um dia que ele me pegou, conseguiu o meu telefone, e eu fiquei sem graça de não atendê-lo. Eu acho que ele ligou ou mandou alguém falar comigo, agora confesso que não me recordo bem.

Por que não estava na agenda? A lei manda.

Você sabe que muitas vezes eu marco cinco audiências e recebo 15 pessoas. Às vezes à noite, portanto inteiramente fora da agenda. Eu começo recebendo às vezes no café da manhã e vou para casa às 22h, tem alguém que quer conversar comigo. Até pode-se dizer, rigorosamente, deveria constar da agenda. Você tem razão.

Foi uma falha?

Foi, digamos, um hábito.

Um hábito ilegal, não?

Não é ilegal porque não é da minha postura ao longo do tempo [na verdade, está na lei 12.813/13]. Talvez eu tenha de tomar mais cuidado. Bastava ter um detector de metal para saber se ele tinha alguma coisa ou não, e não me gravaria.

É moralmente defensável receber tarde da noite, fora da agenda, um empresário que estava sendo investigado?

Eu nem sabia que ele estava sendo investigado.

O sr. não sabia?

No primeiro momento não.

Estava no noticiário o tempo todo, presidente [Joesley naquele momento era investigado nas operações Sepsis, Cui Bono? e Greenfield].

Ele disse na fala comigo que as pessoas estavam tentando apanhá-lo, investigá-lo.

Um assessor muito próximo do sr. [Rocha Loures] foi filmado correndo com uma mala pela rua. Qual sua avaliação?

Vou esclarecer direitinho. Primeiro, tudo foi montado. Ele [Joesley] teve treinamento de 15 dias, vocês que deram [refere-se a reportagem da Folha], para gravar, fazer a delação, como encaminhar a conversa.

A imagem dele correndo com dinheiro não é montagem.

[Irritado] Não, peraí, eu vou chegar lá, né, se você me permitir… O que ele [Joesley] fez? A primeira coisa, o orientaram ou ele tomou a deliberação: “Grave alguém graúdo”.

Depois, como foi mencionado o nome do Rodrigo, certamente disseram: “Vá atrás do Rodrigo”. E aí o Rodrigo certamente foi induzido, foi seduzido por ofertas mirabolantes e irreais.

Agora, a pergunta que se impõe é a seguinte: a questão do Cade foi resolvida? Não foi. A questão do BNDES foi resolvida? Não foi.

O Rocha Loures errou?

Errou, evidentemente.

O sr. se sente traído?

Não vou dizer isso, porque ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole.

Ele foi filmado com R$ 500 mil, que boa índole é essa?

Sempre tive a convicção de que ele tem muito boa índole. Agora, que esse gesto não é aprovável.

O sr. falou com ele desde o episódio?

Não.

O sr. rompeu com ele?

Não se trata de romper ou não romper, não tenho uma relação, a não ser uma relação institucional [com ele].

Quando o sr. diz para o Joesley que ele poderia tratar de “tudo” com o Rodrigo Rocha Loures, o que o sr. quer dizer?

Esse tudo são as matérias administrativas. Não é tuuudo [alongando o “u”]. Eu sei a insinuação que fizeram: “Se você tiver dinheiro para dar para ele, você entregue para ele”. Evidentemente que não é isso. Seria uma imbecilidade, da minha parte, terrível.

O sr. o conheceu há quantos anos?

Quando ele era deputado, portanto, há uns dez anos.

E mesmo o conhecendo há dez anos, ele tendo sido seu assessor…

Mas espera aí, eu conheço 513 deputados há dez anos.

Mas apenas ele foi seu assessor próximo.

Como são próximos todos os meus assessores.

E mesmo próximo era apenas uma relação institucional?

Institucional, sem dúvida.

Nos últimos dias, o sr. veio numa escalada nas declarações. Acha que a Procuradoria-Geral armou para o sr.?

Eu percebo que você é muito calma [risos]. Espero que você jamais sofra as imputações morais que eu sofri. Eu estava apenas retrucando as imprecações de natureza moral gravíssimas, nada mais do que isso. Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa.

No pronunciamento, o sr. foi muito duro com o acordo de delação.

Não faço nenhuma observação em relação à Procuradoria. Agora, chamou a atenção de todos a tranquilidade com que ele [Joesley] saiu do país, quando muitos estão na prisão. Ou, quando saem, saem com tornozeleira. Além disso, vocês viram o jogo que ele fez na Bolsa. Ele não teve uma informação privilegiada, ele produziu uma informação privilegiada. Ele sabia, empresário sagaz como é, que no momento em que ele entregasse a gravação, o dólar subiria e as ações de sua empresa cairiam. Ele comprou US$ 1 bilhão e vendeu as ações antes da queda.

Se permanecer no cargo, em setembro tem de escolher um novo procurador. O sr. acha que tem condição de conduzir esse processo sem estar contaminado depois de tudo isso que está acontecendo?

Contaminado por esses fatos? Não me contamina, não. Aliás, eu tiro o “se”. Porque eu vou continuar.

É preciso alguma mudança na maneira como esses acordos são feitos? Mudança na lei?

Acho que é preciso muita tranquilidade, serenidade, adequação dos atos praticados. Não podem se transformar em atos espetaculosos. E não estou dizendo que a Procuradoria faça isso, ou o Judiciário. Mas é que a naturalidade com que se leva adiante as delações… Você veja, as delações estão sob sigilo. O que acontece? No dia seguinte, são públicas. A melhor maneira de fazer com que eles estejam no dia seguinte em todas as redes de comunicação é colocar uma tarja na capa dizendo: sigiloso.

Esse processo dá novo impulso ao projeto de lei de abuso de autoridade?

É claro que ninguém é a favor do abuso de autoridade. Se é preciso aprimorar toda a legislação referente a abuso de autoridade, eu não saberia dizer. Abusar da autoridade é ultrapassar os limites legais.

O sr. falou muito do Joesley. Mas qual a culpa que o sr. tem?

Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento.

Além dos áudios, há depoimentos em que os executivos da JBS fazem outras acusações. Por exemplo, que o sr. pediu caixa dois em 2010, 2012 e 2016. Inclusive para o [marqueteiro] Elsinho Mouco, para uma campanha da internet.

No caso do Elsinho, ele fez a campanha do irmão do Joesley, e por isso recebeu aquelas verbas. Fez trabalhos para a empresa. Diz que até recentemente, esse empresário grampeador pediu se o Elsinho poderia ajudá-lo na questão da Carne Fraca.

Empresário grampeador?

Mas qual é o título que ele tem de ter? Coitadinho, ele tem de ter vergonha disso. Ele vai carregar isso pelo resto da vida. E vai transmitir uma herança muito desagradável para os filhos.

Nos depoimentos, há conversa do Loures com o Joesley sobre a suposta compra do Cunha que é muito explícita.

Por que é explícita?

Porque eles conversam sobre pagamentos.

Você está falando de uma conversa do Joesley com o Rodrigo. De repente, você vai me trazer uma conversa do Joesley com o João da Silva.

O Rocha Loures não é um João da Silva.

[Irritado] Eu sei, você está insistindo nisso, mas eu reitero que o Rodrigo era uma relação institucional que eu tinha, de muito apreço até, de muita proximidade. Era uma conversa deles, não é uma conversa minha.

Um desembarque do PSDB e do DEM deixaria o sr. em uma situação muito difícil. O sr. já perdeu PSB e PPS.

O PSB eu não perdi agora, foi antes, em razão da Previdência. No PPS, o Roberto Freire veio me explicar que tinha dificuldades. Eu agradeci, mas o Raul Jungmann, que é do PPS, está conosco.

Até onde o sr. acha que vai a fidelidade do PSDB?

Até 31/12 de 2018.

Até que ponto vale a pena continuar sem força política para aprovar reformas e com a economia debilitada?

[Irritado] Isso é você quem está dizendo. Eu vou revelar força política precisamente ao longo dessas próximas semanas com a votação de matérias importantes.

O sr. acha que consegue?

Tenho absoluta convicção de que consigo. É que criou-se um clima que permeia a entrevista do senhor e das senhoras de que vai ser um desastre, de que o Temer está perdido. Eu não estou perdido.

O julgamento da chapa Dilma-Temer recomeça no TSE em 6 de junho. Essa crise pode influenciar a decisão?

Acho que não. Os ministros se pautam não pelo que acontece na política, mas pelo que passa na vida jurídica.

Se o TSE cassar a chapa, o sr. pretende recorrer ao STF?

Usarei os meios que a legislação me autoriza a usar. Agora, evidentemente que, se um dia, houver uma decisão transitada e julgada eu sou o primeiro a obedecer.

O sr. colocou ênfase no fato de a gravação ter sido adulterada. Se a perícia concluir que não há problemas, o sr. não fica em situação complicada?

Não. Quem falou que o áudio estava adulterado foram os senhores, foi a Folha [com base em análise de um perito feita a pedido do jornal]. E depois eu verifiquei que o “Estadão” também levantou o mesmo problema. Se disserem que não tem modificação nenhuma eu direi: a Folha e o “Estadão” erraram.

Como o sr. vê o fato de a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] ter decidido pedir o seu impeachment?

Lamento pelos colegas advogados. Eu já fui muito saudado, recebi homenagens da OAB. Tem uma certa surpresa minha, porque eles que me deram espada de ouro, aqueles títulos fundamentais da ordem, agora se comportam dessa maneira. Mas reconheço que é legítimo.

Em quanto tempo o sr. acha que reaglutina a base?

Não sei se preciso reaglutinar. Todos os partidos vêm dizer que estão comigo. É natural que, entre os deputados… Com aquele bombardeio, né? Há uma emissora de televisão [TV Globo] que fica o dia inteiro bombardeando.

Essa crise atrasou quanto a retomada da economia?

Tenho que verificar o que vai acontecer nas próximas semanas. [Henrique] Meirelles [Fazenda] me contou que se não tivesse acontecido aquele episódio na quarta [dia da divulgação do caso], ele teria um encontro com 200 empresários, todos animadíssimos. Causam um mal para o país.

Como o sr. está sentindo a repercussão de seus dois pronunciamentos, mais incisivos?

Olha, acho que eles gostaram desse novo modelito [risos]. As pessoas acharam que “enfim, temos presidente”.

Política

Presidente da OAB/RN é contra pedir impeachment do Governador no momento: “Não existe inquérito”

Ao Blog de Heitor Gregório na Tribuna do Norte, o presidente da OAB/RN, Paulo Coutinho, que está em Brasília acompanhando as discussões na OAB nacional em torno do pedido de impeachment do Presidente Michel Temer, se posicionou contrário a um possível pedido de impeachment do Governador Robinson Faria. 

“Apenas ouvi áudio do delator. O caso do Presidente foi tratado em razão da existência de um inquérito e da confirmação por ele da conversa com o delator”, justificou Coutinho. 

Durante o fim de semana, integrantes da OAB/RN estiveram até reunidos tratando do possível pedido de impeachment contra Robinson, acusado em delação da JBS de receber R$ 10 milhões em propinas na eleição de 2014. O acerto teria sido feito, segundo o delator, durante jantar em São Paulo que teve a presença não só do Governador, mas do filho-deputado Fábio Faria e das respectivas esposas, Julianne Faria e Patrícia Abravanel (na época eram noivos). Em troca, o Governador privatizaria a CAERN. 

Na nota de defesa, nem Robinson, nem Fábio desmentiram o encontro com executivos da JBS. 

Política

Sindicalistas também cogitam pedir impeachment de Robinson

O fim de semana foi de reuniões não só entre integrantes da OAB/RN, mas também entre sindicalistas. 

Cogitando também pedir o impeachment do Governador Robinson Faria (PSD). 

Reconhecem a gravidade da denúncia do Chefe do Executivo Estadual ter recebido propina prometendo a venda do patrimônio do Estado. 

Política

Integrantes da OAB/RN querem pedir impeachment de Robinson Faria

A OAB nacional entrou com o pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, por causa da delação da JBS. 

Também citado no vasto material entregue na delação premiada, o Governador Robinson Faria (PSD) poderá ter seu pedido de impeachment pela seccional da OAB potiguar. Ele é acusado de receber propinas que totalizam R$ 10 milhões, prometendo em troca a privatização da CAERN, que já está com estudos em curso, ao custo de R$ 6 milhões para firmar Parcerias Público Privadas. 

Desde ontem (20), a movimentação é intensa nos bastidores. 

Resta saber se o presidente Paulo Coutinho vai acatar a sugestão de alguns membros. Ele é sócio no escritório de advocacia de Tatiana Mendes Cunha, chefe da Casa Civil do Estado. 

Cidades

Em Mossoró, Hospital Rafael Fernandes suspende novos atendimentos

O Hospital Rafael Fernandes suspendeu novos atendimentos e está recusando admissões. A medida está em vigor desde o início do mês de maio, e foi motivada pela carência de médicos plantonistas: a escala médica está incompleta durante 20 (dias) deste mês de maio. 

O Hospital Rafael Fernandes é a referência no tratamento de doenças infectocontagiosas no oeste potiguar. É o único hospital habilitado para este tipo de casos, cumprindo uma função essencial para Mossoró e região. 

Muitos dos profissionais trabalhadoras e trabalhadores do Hospital Rafael Fernandes já são oriundos do Hospital da Mulher, fechado definitivamente em 2016 pelo Governo Robinson, após o fechamento do Hospital da Polícia – outro ataque à população mossoroense. E muitos procuram o sindicato e temem estar “vendo o futuro repetir o passado”.

Neste sentido, o Sindicato de Saúde convoca um Ato em defesa do Hospital Rafael Fernandes, na terça-feira dia 30 de maio de 2017, a partir das 9h. 

Política

Lixo político e transição, por Geraldo Melo

*Artigo do ex-senador Geraldo Melo sobre a crise política no Brasil, publicado na edição impressa desta TRIBUNA DO NORTE neste domingo 21 de maio de 2017:

Como disse Eliane Cantanhede no ESTADÃO desta sexta-feira, “não é só o Presidente Temer que está afundando. É todo o mundo politico”. As exceções que existem estão sendo levadas pelo caudal.

Os politicos brasileiros chegaram a um nível de descredenciamento tal, que hoje não interessa mais ao povo discutir detalhes dessas histórias escabrosas que todos os dias aparecem: não foi bem assim, mas ele nao disse desse jeito, mas isso está cheirando a armação, Fulano disse que não disse, blablablá.

Poucos são os que ainda estão dispostos a esse tipo de discussão. O detalhe, a explicação, a minúcia não interessam mais. Ninguém quer mais ver a árvore. Basta ver a floresta. É tudo verde. Tudo vegetação. 

Esse estado de espírito dos brasileiros é compreensível, não há dúvida. Um enorme número de politicos teve um desempenho tão irretocável na obra de destruir a própria reputação, credibilidade e legitimidade, que todos foram atingidos,, sejam eles ladrões ou honrados, éticos ou acanalhados, morais ou imorais. O que se ouve, de canto a canto, é quase unânime: é politico? Então é corrupto; é poítico? É interesseiro; é politico? É marginal, não vale nada, é lixo. É uma generalização absurda, que guarda clamorosas injustiças. Mas é como estão as coisas.

Isso nos colocou, como povo e como Estado nacional, em uma situação extremamente perigosa. Por que? Não é por causa da enorme injustiça, da desmedida crueldade a que estão submetidos aqueles, dentre os politicos brasileiros, que são honrados e sérios. Cada um deles é a árvore para a qual ninguém olha. É vegetal. É da cor da floresta. Não me refiro ao desespero de muitos que gastaram a vida inteira procurando cumprir o seu dever e que empobreceram na política, enquanto tantos enriqueceram.

Refiro-me ao país. Ao futuro. A essa grande pergunta: o que fazer?

Se a classe política inteira virou lixo aos olhos da população, é preciso saber o que se vai fazer agora. Em 2018 teremos eleição. Vai ser preciso eleger Presidente e Vice para o Brasil. Governadores e Vice para os Estados. Parlamentares federais e estaduais. E então? O povo dá as costas e não vota em ninguém? Impossível. O pais vai ter de seguir e o povo terá de descobrir que, apesar de tudo, não há solução fora da politica. 

Como então substituir isso que está ai? Como substituir a descrença pela fé? O desespero pela esperança? Não será, como sugere a piada que vi na internet, deixando o país sem governo e criando um grande grupo no WhatsApp para “ir resolvendo as broncas”. 

Com certeza nem é possível demitir toda a classe política e deixar o vazio em seu lugar. Portanto, será preciso escolher alguém, com nome, cara, filiação partidária, para cada posição. Se, dos atuais, não se aceita absolutamente ninguém, a turma que está nascendo em 2017 não estará pronta para assumir o pais em 2018. 

E volta a pergunta: o que se faz então? 

Acho que é hora de ressuscitar a palavra transição. Como construir uma ponte que se afaste do cenário de hoje e permita ao Brasil sobrepassar a tormenta e encontrar o seu novo destino.

Acredito que o grande desafio à sociedade brasileira, aos que lideraram movimentações populares verdadeiras, sem mortadela e sem dinheiro, aos que foram à rua pensando no Brasil, é construir essa transição. Com serenidade, mas com determinação; com prudência, mas com coragem; com humildade, mas com energia. Cada um reconhecendo as próprias limitações, a sua experiência e a sua inexperiência, o seu conhecimento e o seu desconhecimento. Reunindo quem puder ajudar, sem preconceitos de nenhuma espécie.Não para protestar por protestar. Mas, para encontrar caminhos. Para que, em 2018, assumam o comando do país os que vão começar a retificar os seus rumos, com o apoio que a sociedade hoje não dá aos seus politicos.

Se isso for feito, quem sabe, se traçará um novo e luminoso itinerário para os brasileiros de hoje e de amanhã. Se não for feito, continuaremos pelas esquinas falando mal dos politicos e dizendo que o povo não sabe votar. Pode até ser verdade. Mas, se nada for feito, reclamaremos e votaremos mal novamente.

Política

OAB decide pedir impeachment de Temer 

O Conselho Pleno da OAB votou pela abertura de processo de impeachment contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de responsabilidade.

Os conselheiros acolheram voto proposto por comissão especial que analisou as provas do inquérito. Foram 25 votos a favor e apenas uma divergência e uma ausência. O pedido deve ser protocolado na Câmara dos Deputados nos próximos dias.

De acordo com a comissão especial, convocada pela diretoria da OAB Nacional, Michel Temer teria falhado ao não informar às autoridades competentes a admissão de crime por Joesley Batista e faltado com o decoro exigido do cargo ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e prometido agir em favor de interesses particulares.

O presidente da República também teria procedido de maneira incompatível com o decoro exigido do cargo, condição previstas tanto na Constituição da República quanto na Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950), por ter se encontrado com diretor de uma empresa investigada em 5 inquéritos. O encontro ocorreu em horário pouco estranho, às 22h45, fora de protocolo habitual, tanto pelo horário quanto pela forma, pois não há registros formais do encontro na agenda do presidente.

Política

Presidente pede no STF suspensão de inquérito

O presidente da República, Michel Temer, ingressou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o inquérito aberto para investigá-lo e que tem como base uma gravação que não tem a autenticidade comprovada.

Para o presidente, o áudio, que contém trechos de um diálogo entre ele e o empresário Joesley Batista, foi “manipulado e adulterado com objetivos subterrâneos”. O anúncio foi feito neste sábado (20) durante pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

O presidente disse ainda que esse áudio tenta macular não só a reputação do presidente da República, mas tenta invalidar também o País. “O Brasil não sairá dos trilhos. Eu continuarei à frente do governo”, afirmou.

“Já recuperamos o PIB, acabamos com a recessão, reduzimos a inflação, derrubamos a taxa de juros, estamos gerando empregos e liberamos mais de R$ 40 bilhões para os trabalhadores brasileiros”, afirmou. “Estamos completando as reformas para modernizar o Estado brasileiro. Meu governo tem rumo”, argumentou.

Estado

RN contabiliza 950 homicídios em 2017

Segundo o Observatório de Violência Letal Intencional – OBVIO – o Rio Grande do Norte já contabiliza 950 homicídios em 2017. 

O crescimento é de 29,6% em relação ao mesmo período de 2016. 

Política

Estudos para PPP na CAERN estão sendo feitos e custarão R$ 6,3 milhões

O assunto de Parceria Público Privada (PPP) volta à cena no RN.

Estudos já estão sendo realizados para elaborar modelos de Parcerias Público Privadas para a CAERN e custarão R$ 6,3 milhões. O pregão eletrônico foi realizado na terça-feira desta semana e o consórcio vencedor foi Aqua, formado por três empresas: BF Capital Assessoria em Operações Financeiras Ltda, Aecon do Brasil Ltda e Azevedo Sette Advogados Associados.

O próprio presidente da CAERN, Marcelo Toscano, já confirmou em edições anteriores desta Tribuna do Norte, a existência de estudos internos na Companhia para a realização de PPPs nas áreas de eficiência energética e perdas de água.