Política

João Doria aumenta em 15 minutos o tempo de aula por dia em SP

O Governador João Doria e o Secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, lançaram nesta segunda-feira (6) o “Inova Educação”.

Trata-se de um modelo pedagógico pioneiro que vai conectar as escolas à realidade dos estudantes do século 21. O programa será ofertado a partir de 2020 a todos os dois milhões de estudantes matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio na rede estadual de São Paulo. Estes estudantes ganharão uma aula a mais e um aumento na carga horária de 15 minutos por dia.

“Este é o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com a Educação. Nós não vamos ter um Brasil novo se não tivermos uma educação nova; nós não vamos transformar o Brasil se não transformarmos a educação”, afirmou João Doria. “A prioridade número um do país deve ser a educação. Só seremos uma nação plena e teremos jovens com oportunidades em igualdade de condições se tivermos o apoio da educação”, enfatizou.

A partir de 2020, os alunos da rede estadual irão cursar duas disciplinas eletivas por semestre. As opções serão oferecidas a partir do levantamento das necessidades e dos anseios dos estudantes e das possibilidades de oferta dos professores.

Na ocasião também foi anunciado, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, o programa “Minha Escola”, que vai implementar já em 2019 o novo modelo pedagógico do “Inova Educação” em 24 escolas de período parcial, da rede estadual.

Política

Em SP, Doria diz que apoiará ações implementadas por Bolsonaro

Da Agência Brasil

O novo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou hoje (1º), durante a solenidade de transmissão de cargo no Palácio Bandeirantes, que vai apoiar as iniciativas do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para contribuir com o crescimento do país e a geração de emprego e renda. Ele citou que contribuirá para as reformas da Previdência e fiscal, além do pacto federativo.

“Vamos, sim, apoiar iniciativas do presidente Jair Bolsonaro para que não pairem dúvidas sobre isso, sobretudo, aquelas que resultem no progresso do país, na geração de empregos e na riqueza para o Brasil e os brasileiros.”

Doria afirmou que vai atuar em parceria com Bolsonaro para buscar investimentos externos para o Brasil. “São Paulo vai trabalhar junto com o novo presidente da República na atração de investimentos internacionais para o Brasil, oferecendo segurança jurídica, transparência e ambiente seguro para instalação de novas fábricas, centros de comércio, tecnologia e serviços.”

Brasil

Em seguida, o novo governador destacou o peso de São Paulo no país. “Se São Paulo crescer, o Brasil cresce também. Essa será nossa maior contribuição para o novo governo que será empossado hoje à tarde em Brasília. O exemplo de São Paulo, o crescimento de São Paulo, a geração de emprego para os brasileiros que vivem em São Paulo.”

Mais uma vez, Doria destacou seu plano de privatização de empresas públicas e elencou como prioridades segurança pública, saúde e educação. “Serei o governador de todos os brasileiros de São Paulo e serei um governador municipalista, descentralizador, para atender do menos ao maior município, igualdade de condições. Não farei governo partidário, muito menos ideológico.”

Cerimônia

Doria chegou ao Palácio dos Bandeirantes às 10h05 para a transmissão do cargo pelo antecessor Márcio França (PSB) e para posse dos novos secretários, após cerimônia de posse realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta manhã. Doria chegou acompanhado da mulher Bia Doria e do vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM) e sua esposa Luciana.

Na chegada, França entregou a bandeira do estado de São Paulo a Doria. A bandeira foi estendida e eles posaram para uma fotografia na entrada do Palácio Bandeirantes. Em diferentes momentos do evento, Doria fez o gesto conhecido como “acelera” com as mãos. Já no auditório, Doria cumprimentou alguns presentes. Ao final da cerimônia, foi tocado o “Tema da Vitória”, música que ficou conhecida pelas vitórias do piloto Ayrton Senna.

Foto: Gilberto Marques/Governo de São Paulo

Política

Em SP, Doria terá pacote de R$ 23 bilhões em concessões

Do Estadão

Defensor de uma política de desestatização de serviços públicos, o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), vai herdar um pacote bilionário em projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões com capacidade para gerar mais de R$ 23 bilhões em investimentos a médio e longo prazos. A estratégia de repassar à iniciativa privada a gestão do transporte ou de empresas de gás e luz, por exemplo, também virou bandeira em outros Estados para tentar tirar as contas do vermelho.

Além de Doria, os governadores eleitos de Minas, Romeu Zema (Novo), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e do Rio, Wilson Witzel (PSC), foram vitoriosos levantando a bandeira do corte de gastos e da eficiência da gestão. Mas, nestes casos, não deverão ter a mesma facilidade para colocar seus planos em prática, caso a opção seja por privatizações. No Rio Grande do Sul e em Minas, por exemplo, as leis locais exigem referendo para aprovar a venda de parte das estatais.

Comandado há praticamente 24 anos pelo PSDB, o governo paulista tem mais expertise e dispõe de um departamento específico para incentivar parcerias nas mais diversas áreas, como para produção de moradias populares e linhas de metrô.

Os defensores dessa política chamam a atenção para seus resultados: São Paulo já recebeu R$ 140 bilhões em investimentos desde 1998, data da primeira concessão rodoviária do Estado (sistema Anhanguera-Bandeirantes). Os opositores citam um histórico de investigações para apurar suposta formação de cartéis entre as empresas e doações a políticos via caixa 2.

Contratos. Do ano passado para cá, outras duas rodovias foram concedidas pela atual gestão Geraldo Alckmin/Márcio França, ampliando o número de contratos de concessão nessa área para 22. Dois dias antes de renunciar ao cargo para disputar a Presidência, em abril deste ano, o tucano ainda assinou a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do metrô. A partir de 2019, já sob a gestão Doria, o cronograma deve seguir o mesmo ritmo, podendo ser ampliado com prioridades definidas na campanha.

O novo governo deve retomar, por exemplo, o plano de construir presídios via PPP e de buscar recursos com parceiros privados para tirar do papel o trem intercidades (São Paulo-Americana) e também a hidrovia Tietê-Paraná, todas medidas já anunciada por Alckmin, mas sem sucesso.

“Doria irá enxugar o tamanho do Estado e exponencialmente aumentar o volume de PPPs, entregando melhores serviços para a população”, afirmou o deputado tucano Marco Vinholi, líder do PSDB na Assembleia Legislativa. Cada projeto, no entanto, terá de ser aprovado pela Casa, que a partir do próximo ano ficará mais pulverizada e menos governista que hoje – o PSDB perderá 11 cadeiras, passando de 19 para 8.

Eleito deputado estadual pelo PT (que terá dez representantes na Alesp), Paulo Fiorilo ressaltou que o futuro governador não conseguiu executar os planos de concessão e privatização apresentados ainda quando foi candidato a prefeito. “Doria não colocou em pé nenhuma desestatização. Nem Anhembi nem Pacaembu. Sua experiência é zero, foi só discurso”, disse. Ao Estado, o tucano não quis detalhar seus projetos. Só afirmou que seu desenho institucional de governo reduzirá gastos com a máquina pública.

Know-how. Secretário de Governo da gestão Alckmin/França, Saulo de Castro diz que a continuidade das administrações tucanas em São Paulo fez toda a diferença para que o Estado obtivesse know-how nesse tipo de negócio. “Temos equipe técnica preparada e contratos elaborados de forma que o investidor estrangeiro confie”, afirmou.

Na lista que Doria vai receber em janeiro estão projetos prontos para serem licitados (caso do segundo lote de uma PPP para construção de moradias na capital), em fase de consulta pública (instalação de postos de serviços nos trechos do Rodoanel) e de estudos (PPP para concessão de rodovias do litoral e construção de três aeroportos no interior do Estado).

Pautas precisam passar por consulta popular em MG e RS
Ao menos em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, os novos governadores não terão de obter a aprovação apenas dos deputados para privatizar parte das estatais, mas também da população. Nos dois Estados, a legislação local exige amplo apoio parlamentar e também consulta pública a projetos dessa natureza, o que pode dificultá-los.

A eventual venda da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por exemplo, exigiria de Romeu Zema (Novo) grande esforço político para obter apoio de três quintos dos deputados (47 votos) e depois avalizar essa liberação por meio de referendo. O negócio valeria R$ 15 bilhões.

Defendida pelo governador eleito, Eduardo Leite (PSDB), a privatização do controle de estatais gaúchas de energia, gás e mineração também dependerá de referendo ou da eliminação dessa exigência, como pretende o tucano. “O Estado precisa concentrar esforços em atividades que são suas responsabilidades inerentes, como saúde, segurança e educação”, disse o deputado Lucas Redecker (PSDB-RS). No Rio Grande do Sul, em especial, as privatizações são vistas como forma de recuperar o caixa estadual.

O mesmo vale para o Rio, mas o governador eleito, Wilson Witzel (PSC), só planeja privatizar a Rodovia Amaral Peixoto (sentido Cabo Frio) e repensar o modelo de desestatização para a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).

Em viagem aos Estados Unidos, semana passada, o governador eleito do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), declarou a investidores que poderia vender ativos da Copel Telecom (banda larga), mas ainda não deixou claro o que pretende fazer com a Sanepar (água e saneamento) Copel (energia) e Compagas (gás).

Política

Dória avança para assumir comando nacional do PSDB

Do Estado de São Paulo

O governador eleito, João Doria, deu um passo importante para assumir o controle do PSDB nacional e alinhar o partido à base de apoio ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Após um período de distanciamento e ruídos na relação, Doria almoçou com Geraldo Alckmin e teve com ele uma conversa reservada de duas horas em um tradicional restaurante da capital paulista.

Derrotado na disputa presidencial, Alckmin sinalizou que não vai oferecer resistência ao avanço de Doria e deve deixar a presidência do PSDB em maio, quando será realizada uma convenção da legenda.

“O Geraldo continua tendo grandeza de alma, espírito elevado e desprendimento. O que faz dele merecedor de respeito e admiração”, afirmou Doria ao Estado.

O ex-governador foi eleito em dezembro de 2017 para presidir o PSDB. Aliados de Doria vinham defendendo que Alckmin deixasse o cargo sem completar os dois anos de mandato. Ao Estado, porém, o ex-presidenciável tucano disse que, pelo estatuto, já havia previsão de se realizar a convenção em maio.

Em caráter reservado, o entorno de Doria já fala no nome do deputado federal Bruno Araújo (PE) como o mais cotado para presidir a legenda no lugar de Alckmin. “Doria é quem vai indicar o próximo presidente do PSDB”, disse o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, que é aliado do governador eleito.

A executiva do PSDB deve se reunir no próximo dia 22, em Brasília, para definir o calendário de convenções. A ideia é que nova cúpula do partido seja eleita no dia 31. Antes serão feitas a convenções municipais e estaduais.

Sobre a posição do PSDB em relação ao futuro governo Bolsonaro, Doria disse que o partido não vai fechar questão formalmente de apoio à nova administração. “Não é preciso frechar questão. Isso é passado. Fechamos questão em apoiar o Brasil”, afirmou

No almoço, Alckmin disse ao governador eleito que pretende dar aulas, palestras e voltar à medicina após deixar a presidência do partido.

A ofensiva de Doria sobre o PSDB começou logo após sua vitória no 2° turno, quando ele passou a pregar uma nova “correlação e forças” na sigla.

Governadores
Nesta quinta-feira, os governadores tucanos eleitos esse ano – Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Reinado Azambuja, do Mato Grosso do Sul, participaram de uma entrevista coletiva no escritório de Doria na qual foram anunciados dois novos secretários do governo.

O ato acabou se transformando em uma demonstração de força do governador eleito de São Paulo e reforçou a aproximação do PSDB com Bolsonaro. Em sua fala, Doria ressaltou que os três Estados somam 59 milhões de habitantes e 37% do PIB.

“Não se trata de fazer adesão ao governo Bolsonaro, mas de fazer adesão ao Brasil e às boas praticas. Não é neutralidade. Não seremos neutros. Vamos apoiar todas as iniciativas econômicas e institucionais que vierem ao encontro dos brasileiros, sobretudo os mais pobres e mais humildes.”

Em sua fala, Leite abordou o que chamou de necessidade de atualização dos processos internos do PSDB e pediu mais “democracia” na sigla. “Não há espaço para desejos de protagonismo eleitoral que estejam acima da agenda do País”, disse o governador eleito do Rio Grande do Sul.

A mensagem foi um recado claro à ala do PSDB que resiste ao alinhamento com Bolsonaro e prega que o partido vá para a oposição. Mais comedido, Azambuja afirmou que o PSDB “tem um compromisso” com o Brasil, que tem “pressa” em promover reformas estruturantes.

O trio de políticos tucanos unificou discurso para um encontro previsto para a semana que vem dos governadores eleitos com Bolsonaro.

Temer
Após o almoço com Alckmin, Doria se reuniu em São Paulo com o presidente Michel Temer e defendeu um esforço para a aprovação da reforma da Previdência. “A reforma da Previdência, mesmo que parcial, é importante para o futuro do Brasil e para os investidores externos”, afirmou o governador eleito.

Em seguida, Doria recebeu em seu escritório o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A pauta do encontro também foi a reforma da Previdência.

Política

Kassab será o Chefe da Casa Civil do Governo de João Dória em SP

Do G1

O governador recém-eleito, João Doria (PSDB), que assumirá o governo do Estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2018, anunciou nesta segunda-feira (5) que o ex-prefeito da capital e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, Gilberto Kassab (PSD), será o chefe da Casa Civil durante sua gestão.

Kassab acompanhou Doria por ocasião da votação do candidato no 1º turno, em 7 de outubro, em São Paulo. Ele integrou os governos da petista Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer (MDB).
Já o vice na chapa de Doria, Rodrigo Garcia (DEM), assumirá as funções da Secretaria de Governo, segundo a assessoria do futuro governador.

Estes são os dois primeiros nomes anunciados por Doria para a gestão, que irá suceder o governador em exercício Márcio França (PSB), que se saiu derrotado no 2º turno da disputa eleitoral.

Na semana passada, Doria disse que não vai morar no Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governo no Morumbi, Zona Sul da capital. Ele também prometeu cortar gastos reduzindo o total secretarias e de carros oficiais.

Os anúncios foram feitos pelas redes sociais. “Ali [Palácio dos Bandeirantes] será sede do trabalho, eu não vou residir no palácio”, declarou. O deslocamento entre a casa de futuro governador, no Jardim Europa, Zona Oeste, e o palácio vai ter que seguir um aparato de segurança, cujos detalhes ainda não foram definidos.

João Doria não será o primeiro governador de São Paulo a tomar essa decisão. Ex-governadores como Alberto Goldman, em 2010, e Paulo Maluf, em 1979, não moraram no Palácio dos Bandeirantes.

Segundo Doria, os funcionários que trabalham na área reservada para o governador e sua família no palácio vão ser remanejados.
“Vamos transferir para áreas onde eles possam ser úteis ao governo e possam, com seu trabalho, serem aproveitados em outras áreas de governo. O objetivo não é demitir ninguém que lá está, mas sim dar o aproveitamento a essas pessoas em áreas onde efetivamente serão úteis.”

Política

Alckmin errou ao evitar PT e focar em Bolsonaro, diz marqueteiro de Doria

Por Estadão Conteúdo

Marqueteiro da campanha de João Doria (PSDB) ao governo em 2018 e de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014, o publicitário Nelson Biondi afirmou que os tucanos erraram em não ter focado os ataques no PT desde o início da campanha presidencial.

Veterano do marketing político, Biondi afirmou que, ao abandonar a polarização, Alckmin abriu espaço para que o então candidato do PSL, Jair Bolsonaro, assumisse o posto ocupado pelo PSDB nas últimas seis eleições presidenciais.

“Eu achava que com aquele tempo todo de TV a eleição seria do Geraldo, mas isso não aconteceu. A situação talvez tivesse sido diferente se o Geraldo tivesse olhado para o PT, e não para o Bolsonaro”, disse.

“O eleitor não queria pacificar o País, queria um basta e uma mudança geral”, complementou o publicitário André Gomes, sócio de Biondi que também atuou na campanha de Doria.

Sem esconder o alívio de vencer sua última campanha – ele disse que vai se aposentar e jogar golfe -, Biondi classificou o atual governador, Márcio França (PSB), como um adversário “dificílimo” e um “excelente comunicador”. “Graças à Deus a eleição presidencial foi para o segundo turno. Isso ajudou a nacionalizar a campanha em São Paulo. A eleição foi ideologia pura.”

Os marqueteiros avaliam que foram bem sucedidos na estratégia de “carimbar” França como um político de esquerda, mas que “erraram na mosca” ao mostrar imagens antigas de França antes do tratamento de saúde que o fez perder peso. Biondi disse ainda que, se Paulo Skaf (MDB) tivesse ido para o segundo turno, a disputa não seria ideológica. “Dentre as muitas campanhas das quais participei, está foi a que menos me senti o marqueteiro”, disse ele, que também atuou com Jânio Quadros e Paulo Maluf.

Política

Justiça de SP suspende direitos políticos de Doria por 4 anos

Do site da Revista Veja

A Justiça de São Paulo condenou, nesta sexta-feira, o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) à suspensão de seus direitos políticos por quatro anos. A decisão é da juíza Carolina Martins Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. Cabe recurso e ele poderá seguir com sua campanha ao governo do estado.

O candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PSDB foi denunciado por improbidade administrativa pelo uso do símbolo “Cidade Linda” em ações da prefeitura. A avaliação do promotor Wilson Tafner é a de que o slogan era uma marca de identificação pessoal de João Doria e, portanto, que ele obtinha benefícios políticos pessoais a partir da propaganda institucional.

“Ainda que não se tenha informações a respeito da exata importância gasta com a publicidade coibida através da presente ação, há prova cabal de que houve dispêndio do erário público, e cabível a sua apuração em futura liquidação de sentença”, diz a juíza, em sua decisão de 26 páginas.

Além disso, a juíza diz que Doria deve devolver integralmente os prejuízos causados aos cofres públicos com os gastos com campanhas, publicidade, confecção de vestuário e material com o slogan. Também determinou que ele deve pagar multa correspondente a 50 vezes o valor da sua remuneração à época e mais dez salários mínimos pela “prática de ato atentatório à dignidade da Justiça”.

Política

Doria anuncia que estará no palanque de Flávio Rocha

Estadão

O ex-prefeito João Doria, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, se manifestou em favor de uma união do centro na eleição presidencial de 2018. Visando apoio do PRB em torno da pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto, Doria participou de evento com Flávio Rocha em São Paulo nesta quarta-feira, 30, e disse ser preciso evitar a pulverização na corrida presidencial.

Em evento na capital paulista para anunciar o apoio do PRB ao PSDB na corrida estadual, Doria pregou a necessidade de PSDB, PRB, MDB, PSD, DEM, PP e PTC se unirem desde já em torno de uma “candidatura convergente” do centro para chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.

“O que de pior pode haver para o Brasil é a pulverização, aí estaremos sob o risco de termos no futuro um presidente da extrema esquerda ou da extrema direita”, disse Doria, citando que se referia a Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Ao falar que estará em eventos políticos de Flávio Rocha, o ex-prefeito disse que será um “palanque do Brasil”, e não de um ou outro partido. As pré-candidaturas de Alckmin e Rocha, destacou, “não são diferentes, são convergentes.” Além disso, Doria disse que andará ao lado do deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP), seu adversário na eleição municipal de 2014, entendendo que ele é um puxador de votos no Estado.

O tucano se negou, porém, a declarar se pretende votar em Alckmin, seu padrinho político e presidenciável do partido, ou em Flávio Rocha, seu amigo de três décadas, como declarou, na eleição presidencial. “Voto é na hora certa. Dia 7 de outubro você saberá.”

O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, e o pré-candidato Flávio Rocha também reforçaram a defesa pela união do centro nas eleições, e disseram que o cabeça de chapa deve ser escolhido em julho com base em intenções de voto, popularidade e rejeição.

Negociações
Há duas semanas, Pereira conversou com os presidentes dos partidos de centro que lançaram pré-candidatos defendendo que as legendas estivessem unidas desde já, mas que não houve convergência.

Na avaliação do PRB, mesmo que Alckmin seja o candidato do campo mais bem posicionado nas pesquisas – apesar de ainda patinar nas sondagens – a rejeição do tucano é um ponto negativo, o que abre espaço para nomes como Flávio Rocha. “Propusemos isso, mas acharam melhor não fazer um movimento agora”, afirmou o presidente do PRB.

Doria procurou destacar que a aliança em São Paulo não se condiciona ao cenário nacional, apesar de defender a união de candidaturas de centro ao Planalto. No Estado, ele calcula já ter 18 minutos e 41 segundos de propaganda no rádio e na TV por causa dos apoios de PSD, PRB e PTC.

Presente no evento, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD, relativizou a frustração de uma parcela do eleitorado e antigos aliados de Doria com o tucano após ele ter renunciado à Prefeitura para entrar na corrida estadual. “Evidentemente que em 15 meses não dá para cumprir todos os compromissos, que estão sendo cumpridos por Bruno Covas [atual prefeito] e vão ser realizados até o final do mandato.”

O anúncio da aliança entre PSDB e PRB em São Paulo, além do tom político, também teve apelo religioso, já que o partido de Marcos Pereira é ligado a igrejas evangélicas. Flávio Rocha, em seu discurso, disse que se inspirou em João Doria por ser empresário e decidir entrar na política. “Foi como se Deus tivesse gritado no meu ouvido: levanta dessa cadeira, que você tem uma missão a cumprir”, disse o empresário, que emendou em seguida: “Eis-me aqui, João!”.

Política

João Doria anuncia que vai renunciar a Prefeitura de São Paulo para disputar o Governo do Estado

Do UOL

O prefeito da cidade de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que será pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo nas eleições deste ano. O tucano confirmou a sua pré-candidatura em conversa com o apresentador do programa Brasil Urgente, da Band, José Luiz Datena.

Doria foi inscrito por um grupo de parlamentares do partido para as prévias tucanas que vão definir o nome do candidato ao governo estadual. Para a inscrição, 1,7 mil assinaturas de apoio foram reunidas, o que representa 47% dos delegados do partido no Estado, dizem os apoiadores do prefeito.

O tucano participa nesta segunda-feira (12) de ato no Diretório Estadual da legenda para “aceitar” a inscrição e declarar oficialmente que está na disputa.

Além de Doria, outros três pré-candidatos do PSDB já se inscreveram para as prévias: o cientista político Luiz Felipe D’Avilla, o ex-senador José Aníbal e o secretário estadual Floriano Pesaro. O prazo para inscrições vai até essa terça-feira (13).

As prévias do partido estão marcadas para o próximo domingo (18). Uma segunda rodada está programada para o fim de semana seguinte.

Política

DEM de Agripino está convicto da candidatura de Doria

Os dirigentes do DEM saíram do jantar oferecido a eles por João Doria (PSDB-SP), na sexta (22), em SP, convencidos de que o prefeito é candidato a presidente, sem chance de recuar; segundo a jornalista Monica Bergamo da Folha de São Paulo, a fala de integrantes da equipe do prefeito paulistano nas rodas do encontro contribuíram para a certeza.

“Na avaliação de um dos convidados, a chance de Doria ser candidato é de “300%”. Dentro ou fora da legenda tucana”, diz Bergamo.

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Política

Doria convida cúpula do DEM para jantar em sua residência em São Paulo

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), convidou integrantes da cúpula do DEM para um jantar nesta quinta-feira, 21, em sua residência, na capital paulista. O convite é mais um gesto político do tucano em busca de apoio para viabilizar uma eventual candidatura sua à Presidência da República em 2018.

O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), confirmou o convite. “Esse jantar está previsto, sim”, afirmou ao Estadão/Broadcast. O parlamentar potiguar, porém, disse que não poderá comparecer, pois está de licença do Senado para tratamento médico de uma conjuntivite. Outros democratas, como o prefeito de Salvador, ACM Neto, porém, já confirmaram presença.

Como vem mostrando o Estadão/Broadcast, Doria faz ofensiva sobre outros partidos em busca de apoio político para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2018. Ele trava, no PSDB, uma disputa com seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para ser o candidato do partido a presidente.

Pré-candidato declarado, Alckmin também já jantou pelo menos duas vezes com a cúpula do DEM neste ano. Um dos jantares aconteceu no final de julho, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O outro, no início de setembro, ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Brasília.

Política

Doria admite sair do PSDB e descarta prévia com Alckmin

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S.Paulo

Em entrevista ao Estadão, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse que as pesquisas de intenção de voto serão determinantes na escolha do candidato tucano ao Palácio do Planalto em 2018. Doria descartou a hipótese de disputar prévias com o governador Geraldo Alckmin. Questionado sobre a possibilidade de deixar o PSDB para concorrer à Presidência da República, ele não descartou: “Pretendo continuar, até que alguma circunstância me impeça disso”.

Na semana passada, um dia após o governador defender enfaticamente a intenção de concorrer à Presidência da República, Doria afirmou que seu padrinho político tem todo o direito de anunciar a sua intenção, mas que o povo é quem vai decidir quem será o melhor candidato.

O sr. disse que o fator povo será importante para definir o candidato do PSDB…

Importante não, definitivo. Não se pode imaginar a decisão do PSDB sobre o nome que vai disputar a Presidência da República ou o Estado de São Paulo se você não ouvir o povo. Não há como imaginar que alguém possa ser indicado sem que seja pelo povo.

Isso significa que as pesquisas terão um papel importante na escolha do candidato do PSDB?

Ao meu ver, sim. Se alguém tiver dúvida em uma pesquisa, que faça duas. Se tiver dúvida em duas, que faça três. Não ouvir o povo pode ser um erro fatal para o PSDB.

Então se o governador Geraldo Alckmin estiver em uma posição abaixo da sua nas pesquisas, como está hoje, o sr. seria o candidato? O PSDB deve levar as pesquisas em consideração?

Essa é uma decisão a ser tomada mais adiante. Ainda é cedo para avaliar. Não faço uma defesa personalista, mas nacional. Acertar na indicação é ouvir a população.

O sr. defende as prévias. Enfrentaria Alckmin na disputa interna?

Não disputarei prévias com Geraldo Alckmin, embora defenda as prévias. Não faz o menor sentido. Não faria isso. Desde já me excluo dessa condição.

O sr. esteve com o presidente da França, Emannuel Macron, que foi eleito após criar uma novo partido. É, segundo disse, uma referência. Falando francamente: após receber convites do PMDB e DEM, descarta a possibilidade de deixar o PSDB?

A política traz sempre ares, tempestades e fatos que não estão dentro do seu prognóstico. Isso se aprende rápido na vida política. Estou na política, mas não sou político. Não tenho intenção de mudar de partido, mas é sempre bom ouvir de outros partidos que você é bem-vindo. Não é só o PMDB e o DEM. Outros dois partidos tiveram a gentileza e a delicadeza de abrir as portas caso necessário. Agradeci. Estou no PSDB desde 2001, muito antes de pensar em ser candidato. Não entrei por conveniência. Pretendo continuar no PSDB, até que alguma circunstância me impeça disso. Em relação ao futuro, cabe a Deus indicar, iluminar e definir qual é o destino.

O sr. adotou recentemente um discurso mais moderado, sem citar a bandeira vermelha do PT. Essa mudança veio para ficar?

São etapas. O discurso é como uma caminhada. Daqui a 10 metros não será mais o mesmo cenário. Sua reação pode ser diferente. Sou um conciliador. Sempre fui uma pessoa integradora. Eu respeito as pessoas. Embora eu seja firme na defesa das minhas posições, nunca desqualifiquei e xinguei.

Chamou a Dilma de anta…

Não foi a melhor posição. Até me desculpei em relação a isso. Não precisava me referir a ela dessa maneira. Reafirmo minhas desculpas.

O governador Geraldo Alckmin apoia o senador Tasso Jereissati para a presidência do PSDB. Já o sr. apoia o governador de Goiás, Marconi Perillo. O sr. e governador estão se distanciando?

Não há afastamento nem diferenças pessoais. Há posições que nem sempre são as mesmas. Mas isso não implica um distanciamento meu em relação ao governador e dele em relação a mim. Eu de fato apoio o Marconi Perillo para a presidência do PSDB. Entendo que o senador Tasso cumpriu um papel importante, mas é hora de renovar. A renovação tem no nome de Marconi Perillo uma pessoa vibrante e inovadora. Seria um ganho tê-lo como presidente e manter Tasso na executiva.

Política

Em Campina Grande, Rogério Marinho é palestrante em Fórum de Comércio ao lado de João Doria

Ao lado do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) participou nesta quinta-feira (31) do I Fórum Estadual do Comércio em Campina Grande (PB), promovido pela FCDL local. O evento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas e contou com palestras da dupla tucana, o primeiro sobre a eficiência na gestão pública e os impactos na economia, enquanto o potiguar abordou a modernização das leis trabalhistas, da qual foi relator na Câmara.

Em sua palestra, Rogério Marinho destacou a importância da atualização da lei trabalhista brasileira, que já possuía mais de 70 anos. O parlamentar enfatizou pontos importantes do projeto que entrará em vigor em novembro, como o fim da obrigatoriedade do imposto sindical e a regulamentação das novas formas de trabalho, como o intermitente ou o home office.

“A modernização da lei ao contrário do que dizem alguns críticos, vai tirar da precarização milhões de trabalhadores que já atuam neste tipo de trabalho, mas que estão à margem da CLT. Além disso, vai permitir ao empreendedor maior possibilidade de contratação, permitindo assim que nosso país possa voltar a gerar empregos”, disse Rogério Marinho.

Já o prefeito de São Paulo destacou projetos de sucesso de sua administração na maior cidade do país. Dória relembrou que conseguiu, por exemplo, eliminar a fila de exames na rede pública de São Paulo.

Rogério em Campina Grande (2)

Política

Em sessão de homenagens em Natal, Doria é lançado para presidente com Flávio Rocha de vice

A Câmara Municipal de Natal concedeu na manhã de hoje (16) o título Honorífico de Cidadão Natalense ao prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, e a medalha do Mérito Padre Miguelinho ao empresário potiguar, Flávio Rocha, em solenidade realizada no Teatro Riachuelo, em Natal.

As honrarias foram concedidas em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao povo de Natal.

Na solenidade, foi lançado o nome de João Doria para presidente em 2018, tendo Flávio Rocha de vice.

O vereador Ney Lopes Júnior (PSD), presidente do legislativo natalense, conduziu a cerimônia e destacou a importância do reconhecimento às duas personalidades.

Fotos: Elpídeo Júnior e Ney Douglas

Flávio Rocha e João Doria

Aroldo Alves, Flávio Rocha, Ney Jr, Doria, Cícero Martins e Dickson Jr

Ezequiel Galvão Ferreira, Doria e Ezequiel Ferreira

Política

Doria diz que Rogério Marinho é hoje um nome nacional e elogia gestão de Carlos Eduardo

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), em discurso ao receber nesta quarta-feira (16), o título de Cidadão Natalense em solenidade realizada pela Câmara Municipal de Natal no Teatro Riachuelo, fez elogios ao deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT).

Sobre Rogério Marinho: “É um deputado federal brilhante, passou e muito as fronteiras do Estado. Hoje é um nome nacional, relator da reforma trabalhista que vai mudar a história do Brasil. Um homem desta terra que está ajudando a mudar a história do Brasil. Merece os aplausos e o reconhecimento de milhões de trabalhadores brasileiros”.

Sobre Carlos Eduardo: “Faz uma gestão eficiente e descente. Parabéns, prefeito”.

Política

Vídeo: No Midway, Militantes pró e contra o PT se enfrentam com gritos em almoço de Doria

O Prefeito de São Paulo, João Doria, foi almoçar no Restaurante Camarões do Midway Mall, como convidado do empresário Flávio Rocha, após receberem homenagem da Câmara Municipal de Natal no Teatro Riachuelo.

Minutos após o início do almoço, um grupo de militantes do PT chegaram ao restaurante e iniciaram um protesto com gritos contra Doria, que foram rebatidos pela turma do Restaurante também aos gritos de “Fora PT”.