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No saldo da live presidencial de 32 minutos, o Presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques à “mídia podre” e encontrou uma nova forma de contra-atacar a jornalista Vera Magalhães.

Disse que era de 2015 o vídeo que ele compartilhou, apesar de haver imagens da facada que levou em setembro de 2018.

“A Vera mentiu. Eu quero que a Vera mostre o vídeo em que eu estou convocando as pessoas”.

Há três dias eu tô apanhando da mídia, Jornal Nacional, Folha, Estado, Globo, eu acho que praticamente quase toda a mídia brasileira: ‘Eu disparei trilhões de zap pedindo aí o apoio de todos à manifestação de 15 de março’. O que eu mandei para poucas dezenas de pessoas do meu ciclo de amizade, eu mando sem filtro. São ministros, algumas personalidades, talvez não passe de 50, 60, tá certo? E a Vera Magalhães teria —olha só, Vera, como eu sou legal contigo— teria recebido um vídeo eu pedindo, sim, o apoio para a manifestação de 15 de março de 2015″, disse.

A versão teve nova réplica da jornalista do Estadão.

Com direito a mais prints, mostrando  sequência dos dois vídeos e fotos dele passeando de moto em Guarujá, onde passou o Carnaval.

Diferentemente do que diz o presidente, a jornalista não disse que Bolsonaro compartilhou um vídeo em que ele próprio convocava a população para o ato de 15 de março. A reportagem informava que o vídeo compartilhado pelo presidente fazia uma convocação para os protestos.

Mas e sobre os atos contra o Congresso em si? Bolsonaro estimula esse levante contra o Poder Legislativo?

Não ficou claro.

Nas entrelinhas, “apenas” a responsabilização nítida desse “inimigo comum”, que não permite o Brasil caminhar, evoluir:

“Alguns falam que eu não tenho articulação com o Congresso. Realmente eu não consigo aprovar o que eu quero lá. Até gostaria que fosse botada alguma coisa, muita coisa, mas [o projeto] não é botado em pauta. É a regra do jogo. E você tem que respeitar”.

“Gostaria de fazer muita coisa pelo Brasil, mas estou há seis meses com um projeto de lei dentro da Câmara para que a validade da carteira de motorista passe de cinco para dez anos, mas não vai para frente. Estou também há seis meses com um projeto fazendo com que você perca a sua carteira depois de completar 40 pontos no ano, e não 20, como é atualmente”.

“Eu gostaria que a nossa Medida Provisória da carteira digital de estudante, por exemplo, não caducasse. Não foi colocado em pauta. Acabou o tempo, acabou. Quem quiser ter carteira de estudante, terá que pagar R$ 35. É dinheiro para a UNE. Nem é questão de tirar dinheiro da UNE. É para o estudante não ter que gastar”,

Apesar de destacar as propostas de mudanças nas regras de trânsito, o presidente não citou entre suas prioridades em análise hoje no Congresso a agenda econômica do ministro Paulo Guedes (Economia).

O presidente ainda avisou que vai à FIESP e uma das pautas será pedir um boicote à mídia “podre”, “Não dá para os empresários anunciarem num jornal como a Folha, que joga contra o país”.

A Câmara também deixou caducar a MP, que impediria as empresas terem obrigação de publicar seus balanços nos jornais impressos.

Ah, esses inimigos íntimos, que teimam em atravancar o Brasil acima de tudo e todos.

Bom mesmo seria o povo nas ruas, pedido o fechamento do Congresso e, de quebra, do Judiciário.

Mas quem deu a ideia? Eu não. Ele também NÃO!

 

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