20 de fevereiro de 2024
Nota

Depois de operação da PF, assessores presos, ex-presidente Jair Bolsonaro diz que é alvo de perseguição

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta (8) que investiga uma tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder.

A PF foi à casa dele na Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), e apreendeu o celular de um de seus assessores, Tercio Arnaud Thomaz. Ele estava na residência com o ex-presidente.

Determinou também que Bolsonaro entregasse o passaporte. Como o documento não estava em Angra, os policiais deram 24 horas para que ele seja entregue.

“Saí do governo há mais de um ano e sigo sofrendo uma perseguição implacável”, disse Bolsonaro numa ligação de WhatsApp por vídeo à coluna.

“Me esqueçam, já tem outro governando o país”, seguiu o presidente.

Além de determinar a entrega do passaporte, a PF informou a Bolsonaro que ele está proibido de se comunicar com os outros alvos da operação.

Ele afirmou à coluna que está ainda se inteirando das buscas e apreensões e das prisões e que não poderia dar mais declarações. “Estou tentando entender, parece que é um novo inquérito”, disse.

A PF deflagrou nesta quinta a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que teria atuado na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito.

FRUTO DA DELAÇÃO DE MAURO CID 

As informações que embasaram a operação foram coletadas na delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.

Os policiais cumprem 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em dez estados e no Distrito Federal (DF).

ASSESSORES PRESOS

Dois ex-assessores de Bolsonaro —o coronel Marcelo Câmara e Filipe Martins— foram presos. Câmara já era investigado no caso da fraude ao cartão de vacinação do ex-presidente. Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente.

Há ainda medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados, retenção de passaportes e destituição de cargos públicos.

Entre os alvos da operação estão os ex-ministros de Bolsonaro general Augusto Heleno (GSI), general Braga Netto (Casa Civil e Defesa), Anderson Torres (Justiça) e o ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira.

Nogueira é acusado de ter comandado a investida do Exército contra as urnas eletrônicas.

Fonte: Mônica Bergamo na Folha

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