21 de junho de 2024
Operações

Sem cara no fogo: Bolsonaro fala sobre prisão de ex-ministro e diz que “ele responde por atos dele”


Da Veja 

Jair Bolsonaro concede nesta manhã uma longa entrevista para a Rádio Itatiaia.

Há pouco, ele foi questionado sobre a prisão de Milton Ribeiro, seu ex-ministro da Educação, pela Polícia Federal por crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa, prevaricação e tráfico de influência.

O presidente, que dizia “colocar a cara no fogo pelo auxiliar”, afirmou que “isso é sinal que a Polícia Federal está agindo” e tentou se isentar de responsabilidade ao dizer que afastou o ex-auxiliar. 

Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim?”, questionou.

Informado sobre a operação da PF pouco antes do início da entrevista, Bolsonaro começou sua resposta sobre o episódio dizendo que, no seu governo, há um sistema de compliance em cada ministério. 

Pra você realmente, se for enganado por alguém ou quiser fazer, você não vai conseguir. Tanto é que é corrupção zero no nosso governo”, comentou.

“O caso do Milton, pelo que eu tô sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria buscado prefeitos, gente dele, pra negociar, pra liberar recursos, isso ou aquilo.

O que acontece? Nós afastamos ele.

Isso aqui, se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal que a Polícia Federal ta agindo. Ele responda pelos atos dele”. 

Na verdade, ao contrário do que disse o presidente, foi Ribeiro quem pediu demissão, no dia 28 de março.

Bolsonaro disse inclusive, três dias depois, que ele “nos deixou temporariamente”.

Eu peço a Deus que ele não tenha problema nenhum, mas se tem algum problema, a PF tá agindo, tá investigando e é um sinal que eu não interfiro na PF, porque isso aí vai respingar em mim, obviamente, né? O que eu disse pra você? Eu tenho 23 ministros, mais uma centena de secretários, mais de 20.000 cargos em comissão. Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim? Pô, 20.000 pessoas.Logicamente, a minha responsabilidade é afastar e colaborar com a investigação”, declarou o presidente

“Pode ter certeza que essa investigação, além da PF, não interfiro, deve ter Controladoria-Geral da União, aí sim é um ministério meu, etc., ajudando para elucidar o caso aí”, concluiu

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