Mundo

Índia anuncia quarentena de três semanas em todo o país

Da Agência Brasil

Países asiáticos estão implementando medidas rigorosas para conter o coronavírus. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, determinou uma quarentena de três semanas em todo o país.

Modi disse, nessa terça-feira (24), que “especialistas da área de saúde afirmam que o período de pelo menos 21 dias é crucial para quebrar o ciclo de infecções do coronavírus”. Segundo o premiê, a quarentena “é a única forma de salvar” a população, de 1,3 bilhão de pessoas.

Mais de 500 casos foram confirmados na segunda nação mais populosa do mundo.

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Casos de coronavírus passam de 200 mil no mundo com 8 mil mortes

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram nesta quarta-feira, 18, que o novo coronavírus é hoje “inimigo comum da humanidade” e representa uma ameaça sem precedentes.

A instituição afirmou que os casos de pessoas infectadas pela pandemia já ultrapassam os 200 mil, com 8 mil mortes.

Quatro em cada cinco casos estão concentrados na Europa e na região do Pacífico Ocidental.

*Informações do Estadão

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Países fecham fronteiras para evitar propagação do coronavírus

Da Agência Brasil

Com o rápido avanço no número de casos diagnosticados de contaminação pelo novo coronavírus, alguns países da América Latina tomaram medidas extremas, como o fechamento de fronteiras para conter a disseminação da doença. Argentina, Honduras e Peru adotaram a medida.

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, decretou ontem (15) quarentena obrigatória para a população e o fechamento das fronteiras do país durante 15 dias. A medida foi tomada após um aumento de 28 novos casos em apenas um dia. O total de pessoas infectadas pelo vírus até o momento é de 71. O Peru tem 32 milhões de habitantes.

De acordo com o governo peruano, as Forças Armadas e a polícia ajudarão a manter a ordem pública, impedindo aglomeração de pessoas. Apenas farmácias, bancos e mercados de alimentos e produtos essenciais estarão abertos.

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, decidiu pelo fechamento das fronteiras e do comércio pelos próximos sete dias. As restrições de fronteiras aéreas, marítimas e terrestres não afetarão o transporte de cargas e o fornecimento de produtos.

Ontem (15) o presidente argentino, Alberto Fernández, anunciou diversas medidas. Entre elas, o fechamento das fronteiras que terá duração de 15 dias, podendo ser prorrogado.

A proibição de entrada no território nacional é para estrangeiros não residentes. De acordo com documento oficial, “esta decisão minimizará a possibilidade de entrada e a propagação do vírus em nossa região. Colaboraremos com as autoridades dos países vizinhos na troca de informações essenciais para alcançar o objetivo comum.”

Alberto Fernández afirmou que foram detectados casos em que pessoas que vinham de áreas de risco pousavam em países vizinhos e tentavam entrar na Argentina pela fronteira terrestre.

“Decidimos que durante os próximos 15 dias – prazo que pode ser prorrogado – fecharemos as fronteiras e ninguém poderá entrar, exceto, obviamente, argentinos nativos ou estrangeiros residentes na Argentina”, afirmou Fernández.

Além disso, as aulas ficam suspensas por 14 dias, apesar das escolas não fecharem. A orientação é para que sejam realizadas atividades educativas à distância. Outra medida anunciada é a licença laboral para os maiores de 60 anos, grávidas e menores de 60 anos em condição de risco. A Argentina registra, no momento, 56 casos de contaminação e duas mortes.

Fechamento parcial de fronteiras
O Paraguai fechou parcialmente suas fronteiras a partir de hoje. O presidente Mario Abdo Benítez disse que pretende que a decisão seja ampliada para toda a região do Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

“Uma das propostas é o fechamento parcial da fronteira para as pessoas, não para as mercadorias”, disse Benítez, que também cancelou as aulas durante uma semana.

O Paraguai tem 7 casos confirmados de coronavírus e 25 suspeitos.

A Bolívia já havia tomado decisão semelhante quando proibiu a entrada de pessoas provenientes de países com muitos casos da doença, tornando mais rigorosos os controles nas fronteiras.

No dia 12 de março, o governo boliviano declarou emergência nacional e suspendeu as aulas até o fim do mês, além de proibir a entrada de passageiros provenientes da China, Coreia do Sul, Itália e Espanha.

Na Colômbia, o governo de Iván Duque decretou estado de emergência sanitária até o fim deste mês e fechou a fronteira com a Venezuela. Além disso, proibiu a entrada de voos provenientes da Europa e da Ásia.

Honduras e Guatemala já haviam decidido, na semana passada, pelo fechamento de suas fronteiras em comum.

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Número de mortos por Coronavírus na Itália salta 25% em um dia e chega a 1.809

Informações do G1/France Press

A Itália registrou 368 novas mortes relacionadas com o novo coronavírus em 24 horas, o que eleva o número de vítimas fatais a 1.809 no país, o mais afetado da Europa, segundo um balanço divulgado neste domingo (15) pela Proteção Civil.

Como no sábado (14), o número de infectados também aumentou, com 3.590 novos casos em 24 horas, quase 100 a mais que o aumento do dia anterior, elevando o total a quase 25.000. A região de Milão, na Lombardia (norte), continua sendo a mais afetada, com 1.218 mortos e 13.272 casos.

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Mortes por coronavírus na Itália disparam

Da Agência Brasil

O número de mortos por coronavírus na Itália aumentou 250 nas últimas 24 horas, o maior aumento diário já registrado em qualquer país, enquanto a região mais afetada da Lombardia pede o fechamento completo de fábricas e escritórios.

Esta semana, o governo impôs restrições drásticas em todo o país, fechando bares, restaurantes e a maioria das lojas e proibindo viagens não essenciais, em um esforço para deter o pior surto da doença fora da China.

As medidas até agora não apontam sinais de desaceleração no número de mortes, que subiram 25% em um dia para 1.266, disse o chefe da Agência de Proteção Civil nesta sexta-feira.

O número total de casos subiu de 15.113 para 17.660 em relação ao dia anterior, um aumento de cerca de 17%.

O chefe de saúde da Lombardia, Giulio Gallera, disse que as restrições do governo não são suficientes para a região que circunda a capital financeira Milão e é responsável por três quartos de todas as mortes no país.

“Estamos pedindo uma exceção para a Lombardia”, afirmou ele à televisão RAI 3, solicitando o fechamento de fábricas, escritórios e transportes públicos na região. “Se conseguirmos resistir por pelo menos oito dias, talvez vejamos as coisas mudarem.”

Não havia indicação de que o primeiro-ministro Giuseppe Conte concordaria em restringir ainda mais o coração dos negócios da Itália, com o governo cada vez mais preocupado com as cicatrizes de longo prazo que o vírus deixará na economia já frágil.

Algumas empresas, como a montadora Fiat Chrysler, decidiram fechar parte de suas operações, enquanto a fabricante de sistemas de freios Brembo anunciou na sexta-feira que interromperia temporariamente o trabalho nas quatro fábricas italianas.

“Hoje temos dois objetivos: cuidar dos doentes e prevenir infecções e cuidar de nossa economia”, disse o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, nessa sexta-feira (13).

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Ministra espanhola é diagnosticada com coronavírus

Agência France-Presse

A ministra da Igualdade, Irene Montero, apresentou resultado positivo para o novo coronavírus, anunciou nesta quinta-feira o governo da Espanha, antes de informar que todos os integrantes do Executivo serão submetidos a exames.

“Montero esté em bom estado de saúde, assim como seu companheiro, o segundo vice-presidente de governo, Pablo Iglesias, que está em quarentena”, afirma o comunicado do governo.

“Seguindo com os protocolos estabelecidos, esta manhã acontecerão exames diagnósticos em todos os membros do Executivo. Os resultados serão conhecidos ao longo da tarde e serão comunicados oficialmente”, completa o texto.

Um conselho de ministros extraordinário programado para esta quinta-feira, com o objetivo de aprovar um plano de medidas econômicas para apoiar setores afetados pela pandemia de coronavírus, como o turismo e as pequenas e médias empresas, acontecerá de acordo com os “protocolos preventivos” determinados pelas autoridades do setor de saúde.

E as próximas reuniões previstas na agenda do presidente do governo, Pedro Sánchez, “acontecerão por videoconferência.

A Espanha registra 2.140 casos de Covid-19 e 48 mortes.

Mundo

Trump suspende viagens da Europa aos EUA para conter novo coronavírus

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (11) que o país vai suspender as viagens de países da Europa aos Estados Unidos por um período de 30 dias, a partir desta sexta-feira. As medidas foram tomadas para tentar conter o novo coronavírus, no mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de Covid-19.

Após o discurso de Trump, o Departamento de Segurança Nacional publicou nota que explica que a medida vale para estrangeiros que estiveram nos 26 países da Zona Schengen nos 14 dias anteriores à tentativa de retorno aos EUA. Assim, o Reino Unido, que tem 460 casos, não entra na medida.

*Informações do G1

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Bolsonaro e Trump se encontram neste sábado (07)

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, terá um encontro neste sábado (07) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O objetivo é aprofundar a cooperação entre Brasil e EUA nas áreas comercial, econômica e de defesa.

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Número de mortes pelo novo coronavírus na China chega a quase 3 mil

Da Agência Brasil

A China notificou, nas últimas 24 horas, mais 38 mortes devido ao surto do novo coronavírus (Covid-19). No período, o total de mortes passou para 2.981 e foram detectados 119 novos casos da infecção.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde do país, até a meia-noite de quarta-feira (16h em Lisboa), o número de infectados na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu para 80.270.

Em relação ao dia anterior, foram registrados menos seis novos casos e mais sete mortes.

Com exceção de uma, todas as mortes foram notificadas na província de Hubei, onde o surto começou, no fim do ano passado. Várias cidades da província estão sob quarentena, com entradas e saídas bloqueadas, desde janeiro passado.

O surto de Covid-19, que pode causar infecções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortes e infectou mais de 90 mil pessoas em cerca de 70 países e territórios.

Das pessoas infectadas, cerca de 48 mil se recuperaram, segundo autoridades de saúde de vários países.

Além das mortes na China, onde o surto foi detectado em dezembro, há registro de mortes no Irã, na Itália, Coreia do Sul, no Japão, na França, em Hong Kong, Taiwan, na Austrália, Tailândia, nos Estados Unidos, em San Marino e nas Filipinas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

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Papa Francisco tem indisposição e cancela missa

Do G1

O Papa Francisco cancelou nesta quinta (27) sua presença em uma missa em razão de uma “leve indisposição”, informou a Santa Sé. Porém, as outras atividades do dia foram confirmadas.

O pontífice, de 83 anos, que parecia resfriado na quarta-feira (26), não participou da missa desta manhã na basílica de São João de Latrão de Roma.

“Devido a uma leve indisposição, preferiu ficar perto da residência Santa Marta onde vive no Vaticano”, assegurou o diretor de comunicação da Santa Sé, Matteo Bruni, em comunicado.

O pontífice, que tem dificuldades para caminhar, quase nunca cancela um evento de sua agenda.

Na quarta, um dia normalmente agitado, apareceu resfriado, com tosse, na audiência geral organizada ao ar livre na praça São Pedro, no Vaticano. Ele apertou as mãos de dezenas de fiéis e manifestou seus pensamentos aos doentes com coronavírus em todo o mundo.

À tarde, participou da tradicional procissão da Quarta-feira de Cinzas na basílica de Santa Sabina em Roma e cumpriu o rito da cruz de cinzas, gesto que marca o início da Quaresma, tempo de oração e de reflexão para os católicos.

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Trump elogia Bolsonaro

Segundo ‘O Globo’, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump elogiou o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em coletiva à imprensa.

Minimizou a confirmação de um caso de coronavírus no Brasil.

E sobre Bolsonaro, disse: “Nós lidamos muito bem com o Brasil, o presidente (Jair Bolsonaro) é um grande amigo. Na verdade, ele concorreu com o mote ‘Make Brazil Great Again’ (Tornar o Brasil grande de novo, em português, uma alusão ao slogan do republicano na campanha de 2016 em relação aos EUA), nós temos uma ótima relação. Nós estamos trabalhando com o Brasil”.

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Coronavírus: total de mortos na China continental sobe para 1.113

Da Agência Brasil

O número de mortos na China continental devido ao novo coronavírus aumentou para 1.113, informou hoje (12) a Comissão Nacional de Saúde.

Segundo autoridades de saúde de Pequim, o total de mortos nas últimas 24 horas é de 97.

O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês.

As autoridades acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contato próximo com os infectados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação.

O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que, entre 2002 e 2003, matou 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau (com nove casos) e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da saúde dos países da União Europeia para amanhã (13), em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipe de especialistas para a China visando acompanhar a evolução dos últimos casos.

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Mortes por coronavírus passam de 400 na China

Informações da Agência Brasil

A China informa que o novo coronavírus já infectou mais de 20 mil pessoas e causou mais de 400 mortes.

A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou 3.235 novos pacientes nesta terça-feira (4), elevando o número total para 20.438. O número de mortes causadas pelo vírus subiu para 425, depois de mais 64 pacientes terem morrido na província de Hubei, local que mais sofre com a epidemia.

Um hospital construído às pressas em Hubei deu início ao tratamento de pacientes nessa segunda-feira (3). A unidade tem capacidade para aproximadamente 1.000 leitos, mas somente ontem o número de pacientes na província havia aumentado em mais de 2 mil.

O sistema médico da China está seriamente sobrecarregado com a expansão da epidemia.

Mundo

China tem mais de 200 mortos em consequência do coronavírus

Da Agência Brasil

Autoridades da China informaram que, atualmente, 213 pessoas morreram após contrair o coronavírus, e que o número de infecções confirmadas ultrapassou 9.600.

Trabalhadores do setor médico estão extremamente ocupados em Hubei, província em que apareceu o surto. Mais de 30 mil pessoas por dia têm procurado hospitais e clínicas locais com febre.

O número de casos está se elevando também fora da China continental. Mais de 120 casos de infecção foram constatados em mais de 20 países e territórios. A Itália acabou de confirmar os dois primeiros casos, ambos de turistas chineses.

Até agora, há suspeita de casos de transmissão do vírus entre pessoas no Vietnã, em Taiwan,no  Japão, na Alemanha, França e nos Estados Unidos.

O governo americano aumentou os alertas de viagens ao nível mais alto e está pedindo aos seus cidadãos que evitem ir à China e pensem em sair de lá, caso estejam naquele país.

A Organização Mundial da Saúde declarou a epidemia emergência global, em uma tentativa de evitar que o vírus se alastre ainda mais além das fronteiras. Esta é a sexta vez que a organização toma essa medida, que foi colocada em prática, entre outras, durante a gripe suína em 2009, a proliferação da poliomielite em 2014, e a epidemia do vírus Ebola em 2019.

Foto: Soe Zeya Tun

Foto: Soe Zeya Tun

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Príncipe Harry abdica da Família Real e não foi único na história

A última quarta-feira (8) foi agitada para a família real britânica. O Príncipe Harry e sua esposa, a atriz Meghan Markle, anunciaram por meio de um post no Instagram que estariam abdicando de suas posições. Antes disso, Harry, que possui o título de Duque de Sussex, seria o sexto na sucessão do trono. Antes dele há seu pai, Príncipe Charles, seu irmão, Príncipe William, e seus três sobrinhos, filhos de William e Kate Middleton.

O casal diz que pretende se tornar financeiramente independente, e afirma que dividirá seu tempo entre o Reino Unido e a América do Norte. De acordo com a nota oficial, foram “meses de reflexão e discussões internas” para chegar à decisão final. O clima ficou tenso no Palácio de Buckingham, pois nenhum outro membro da família foi consultado sobre a saída.

Mas essa não é a primeira vez que um membro da família real abdica do trono. Na lista abaixo, conheça outros casos:

– Rei Edward VIII, Duque de Windsor;
– Jaime VII da Escócia ou Jaime II da Inglaterra;
– Maria, Rainha da Escócia;
– Rei Ricardo II;

Da Revista Super Interessante

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Quinto dia de greve deixa Paris sem transporte público

Da Agência Brasil

Os acessos a Paris estão hoje (9) muito complicados devido ao quinto dia de greve contra a reforma das aposentadorias e que afeta, sobretudo, a rede de transportes.

De acordo com as autoridades, há 620 quilômetros de filas de automóveis nos acessos a Paris, um volume que já não se registrava há cinco anos.

Dezenas de milhares de pessoas que habitualmente utilizam os ônibus e metrô optaram por usar o carro particular para ir trabalhar. A chuva que atinge a capital francesa agrava a situação.

Hoje, a nível nacional, estão circulando apenas 20% dos trens de alta velocidade (TGV), assim como as ligações ferroviárias nos arredores de Paris. As ligações regionais estão limitadas a 30% e são muito poucos os trens que fazem percursos internacionais.

Estão suspensas as ligações entre França e Itália. A ligação Paris/Londres está afetada.

É possível que a greve prossiga por conta das tensões entre os sindicatos e o governo do presidente Emmanuel Macron, que se reúne hoje à tarde para analisar os efeitos da paralisação.

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Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia é presa

Do G1

A presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia, Maria Eugenia Choque Quispe, foi presa na noite deste domingo (10).

“Queremos anunciar que, graças a um trabalho minucioso da polícia boliviana, se conseguiu a detenção da presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, María Eugenia Choque”, disse o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón, em coletiva de imprensa.

O vice-presidente do TSE boliviano, Antonio Costas, também foi preso pela polícia.

O pedido de investigação e prisão da presidente e do vice-presidente do TSE boliviano, de acordo com o comandante da polícia, partiu de Juan Lanchipa Ponce, chefe do Ministério Público da Bolívia.

Mais cedo, Maria Eugenia Choque havia deixado o cargo, horas antes da renúncia de Evo Morales à presidência.

O TSE boliviano foi alvo de críticas após a realização das eleições de 20 de outubro, que apontaram vitória em primeiro turno para Evo Morales.

Neste domingo, a Organização dos Estados Americanos afirmou que o pleito foi fraudado.

Horas depois, o então presidente, Evo Morales, afirmou que convocaria novas eleições.

No entanto, Morales renunciou no fim da tarde deste domingo (10).

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Em meio a protestos, Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

Da Agência Brasil

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.

Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto.

“Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.

Eleição polêmica

As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.

Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

*Com informações da agência de notícias Télam

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Após protestos, Chile coloca Exército nas ruas

Da Agência Brasil

Três mortos, mais de 300 detidos e uma onda de incêndios e saques. Diante de protestos violentos, a capital do Chile, Santiago, amanheceu patrulhada por militares, o que não acontecia desde o final da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990.

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital. Após o presidente chileno, Sebastián Piñera, decretar estado de emergência, Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher.

As primeiras manifestações começaram de forma pacífica no dia 14 contra o aumento de preço do metrô de Santiago, que passaria do equivalente a US$ 1,12 para US$ 1,16. Ontem (19), o governo anunciou a suspensão do reajuste.

Desde sexta-feira (18), entretanto, os protestos se intensificaram e os chilenos expressam insatisfação com as políticas do governo Piñera, com o sistema previdenciário chileno, administrado por empresas privadas, o custo da saúde, o deficiente sistema público de educação e os baixos salários em relação ao custo de vida.