Em entrevista a edição impressa desta Tribuna do Norte, neste domingo (07), ao analisar o atual governo estadual, Garibaldi Filho adverte que é preciso adotar reformas transparentes, porque logo a administração não terá mais como utilizar paliativos a exemplo do uso de recursos do fundo previdenciário. 

Garibaldi afirma que a coligação com o PDT para 2016 não é uma decisão tomada, embora seja um caminho viável. 

Ao mesmo tempo, discorda do senador José Agripino sobre os parâmetros para a formação de alianças e afirma que o PMDB não deve se limitar a “protagonismos”. 

É possível apontar o que falta ao Governo do Estado?

Com relação ao Governo do Estado (na administração atual), não conheço até agora ajustes. Ou melhor, uma reforma transparente, porque ajuste virou uma palavra pejorativa, sempre com conotação de que é contra a população. Mas isso se generalizou [a ausência de reformas administrativas]. Apenas o governador do Rio Grande do Sul apresentou uma reforma mais ampla, criando uma Lei de Responsabilidade estadual. 
Aqui o senhor não percebeu perspectiva de mudança?
Veja bem, no que toca ao governador Robinson Faria, todos dizem que caminhamos para um impasse. Ele precisa se dar conta de que isso poderá ocorrer. Ou se equilibra o Estado ou não vai ter… Não vai ter mais dinheiro do fundo previdenciário. Agora estão apontando que houve antecipação de recursos do Banco do Brasil. Isso também não vai muito longe. Eu não tenho motivo para fazer oposição radical, nunca fiz contra nenhum governo e não é agora que vou adotar algo que nunca foi minha postura. Mas precisa o governo ser mais transparente e mostrar a situação que vem perdurando. Se ficar como está, vai inoculando um pessimismo com o qual ele precisa ter cuidado. O pessimismo nacional já existe, se derivar para o estadual, é o fim do mundo.
Nos bastidores, as articulações dão conta da união do PMDB com Carlos Eduardo e isso consolida uma aliança para 2016, inclusive com o PMDB na vaga do candidato a vice. O que há de concreto nessas informações?

De concreto, nada. Agora, se pensar, no que é viável fazer como uma futurologia, pode dar isso. Isso é mais viável do que pensar em um novo rompimento do PMDB com o PDT. Acho que há um protagonismo dos Alves no PMDB e as pessoas ficam pensando que a razoabilidade se confundo com uma certa discricionarismo dos Alves. Não há isso. Existe algo racional: o prefeito está bem avaliado, resolvemos participar da administração. O mais viável é isso. Mas temos que conduzir o partido — e cabe principalmente ao ministro Henrique, que é o presidente — para uma convergência. Um partido dividido, sabe-se muito bem, pode seguir para uma derrota por mais que o cenário se mostre brilhante.
O senador José Agripino defendeu a reprodução, em 2016 e em 2018, da aliança que foi feita nas eleições estaduais, com PMDB, DEM, PDT, PSB e outros partidos. Isso pode prevalecer?

O senador José Agripino é dotado de uma racionalidade e todos reconhecem. Ele é equilibrado. Mas pensar que um palanque que aconteceu em 2014 [teria que se repetir]… Ainda mais em tempos de reforma política. Neste ponto, ele me permita, mas não posso concordar.
  

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