Garibaldi diverge de Rosalba

Ao se comprometer, nesta terça-feira, 5, ontem, em seu gabinete, em Brasília, com líderes das polícias militares de todo o país, no sentido de interceder junto ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação indireta de inconstitucionalidade que tramita no Supremo Tribunal Federal, no sentido de pugnar pela vigência da lei que anistia bombeiros e policiais militares punidos por participarem de movimentos reivindicatórios entre o primeiro semestre de 1997 até janeiro do ano passado, o ministro da Previdência Social, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), pode ter aberto um dos fossos que começam a mostrá-lo, na política potiguar, em direção diferente da almejada pela governadora Rosalba Ciarlini.

Como a maioria dos governadores, Rosalba não mostra simpatia pela proposta, face ao conteúdo em si e em virtude de o primeiro parlamentar a encampá-la ter sido a deputada federal Fátima Bezerra (PT). A despeito de todo o processo de aproximação com a presidente Dilma Rousseff, que vem pilotando desde antes de suas eleição e posse, em outubro e janeiro últimos, Rosalba ainda não vislumbrou espaço comum para convivência de aliados com Fátima.

Garibaldi Filho já se sentia em posição incômoda em relação a Rosalba pelo fato de esta haver apoiado o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta (PSD), na construção do projeto de reeleição deste no comando do parlamento, que se desdobrará em agosto último com a aprovação da matéria no plenário do parlamento, onde a proposta de emenda constitucional com este objetivo tem como relatora a deputada estadual Gesane Marinho, correligionária de Motta.

Desde o início do último trimestre do ano passado, quando começou a trabalhar visando conquistar pela primeira vez a presidência do legislativo, Ricardo Motta acertou com o Ministro que seu candidato à presidência para o biênio 2.013 a 2.015 seria o deputado estadual Walter Alves, filho e liderado de Garibaldi Filho.

Coincidência ou não, o “Diário de Natal” desta quarta-feira, 6, hoje, publica declarações em que Walter defende a legalidade das leis que asseguraram em 2.010 direitos agora negados a servidores grevistas pela administração de Rosalba.

Por Roberto Guedes/Nominuto