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A meteórica passagem pelo Ministério da Educação  não fez de Ricardo Vélez Rodríguez, um astro nem serviu de alerta ao seu sucessor.

Pouco menos de cem dias não foi tempo suficiente para mostrar qualquer brilho.

Hoje só não foi completamente esquecida, por servir de referência e comparação.

E  como prova que o pensador  Francisco Everaldo Oliveira Silva não estava certo ao dizer, pior que está, não fica.

Ficou.

Filósofo, teólogo, único bolivariano do gabinete (tem dupla nacionalidade, colombiana e brasileira), cometeu deslizes em entrevistas, no afã de agradar ao extremado guru, o chefe-líder e aos rebentos numerados, na incessante cruzada de combater adversários ocultos. E descobrí-los cada vez mais, entre os  esquerdopatas, a petralhada, jornalistas e isentões.

Seu lado caribenho falou mais alto quando criticou o comportamento dos meio-conterrâneos brasileiros no exterior.

A ideia de turismo discreto, em silêncio norueguês, sem surrupios de lembrancinhas dos hotéis mixurucas, foi recebida como avançada demais para um país governado por quem é capaz de soltar 33 palavrões numa só reunião ministerial secreta . E outros tantos para justificá-los em entrevistas, ao vivo, em rede nacional.

Não mereceu fritura, agradecimento ou perdão. Nem teve  tempo pra chorar sobre o leite (branco) derramado.

Ninguém esperava era o que o destino ainda nos reservava.

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Nem contava com as astúcias do novo reitor-mor.

Professor da mais famosa e melhor universidade brasileira, demonstrou que o sistema educacional viaja com piloto automático. Se tivesse mais o que fazer, a maior autoridade educacional não teria tanto tempo sobrando para o Twitter.

Fez daquele espaço reduzido, campo para divulgar seus pensamentos, palavras e obras.

Há quem diga que errou na adubação. Por excesso de estrume.

Imprecionante os erros cometidos. Houveram muitos. Coisa de paralizar e insitar críticas de má fé.

Cheio de auto-estima para dar, alardeou ter presidido o maior Enem de sempre. Estava certo, nas reclamações e erros. Insuperável.

Mostrado como exemplo de auxiliar que o capitão deseja, continua se excedendo. E não aparece ninguém que o  mande tomar  Regulador Xavier Nº 1 ou Extrato Concentrado de Simancol.

Foi longe demais ao chamar os vizinhos de vagabundos. Agora, em cima do telhado, não ruge.  Nem mia.

Mesmo que o trabalho dos anciãos seja mostrado pela TV e todos tenham, de sobra, tempo para aposentadoria.

O galado ainda não percebeu que meteoros não têm órbitas. Quando entram na atmosfera, para brilharem, pegam fogo.

E  logo desaparecem.

***Sugestão de rodapé:

Da próxima vez, excelência, xingue com palavra que tenha duplo sentido.

Fica mais fácil de explicar depois.

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