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Max Ferguson, pintor hiper-realista nova-iorquino, nascido em 1959


Fazendo de conta que o aprendiz de cronista domina as operações da aritmética, já terá passado dos 800, os textículos publicados neste
Território Livre.

Sem contar com os repetecos nos tempos de confinamento, com avisos introdutórios de tratar-se de  material reciclado.

Que enganado, ninguém iria tomar café requentado nem ouvir, miado de lebre.

Levando em conta que  não existem escolas para formar cronistas, não se sabe o formato da curva de aprendizagem, quando o pico é atingido e nem mesmo, a duração do processo.

Como em qualquer outra atividade, as dificuldades são maiores no início,depois  se equilibram, até o domínio do acochambramento.

Desistências existem, são frequentes e por muitas razões, mas todas têm em comum um ponto de saturação.

O mesmo que vem  ocorrendo com certos medicamentos que  são usados sem evidências comprovadas, em estudos duplo-cegos, a experiência pessoal que vai se acumulando, deve contar.

Ter alguma eficácia.

A frequência diária, (incluídas as segundas-feiras) enquanto a  maioria das similares são hebdomadárias ou eventuais, explica o método do aprender fazendo.

Da dor ao gemido, há tempo para um suspiro.

Na contagem dos ativos e conversão das moedas, o equivalente a dezesseis anos e oito meses de publicações  semanais.

Este é o balanço parcial de até onde já foi a paciência do respeitável público leitor.

Daqui pra frente, serão outras oito centenas.

O jornal O Globo, ao comemorar seus 95 anos, fez um precioso registro dos  colaboradores que passaram por suas colunas.

Escritores, pensadores, artistas. Todos com  pauta livre e  autonomia para escrever o que querem e o que der nos telhados.

Como em qualquer negócio, trata-se  de processo de compra e venda, dispensada a moeda de troca  em papel impresso.

O que se  produz é postado no mercado digital, reproduzido em redes sociais, até atingir o consumidor final.

Que pode ler, fazer scroll dinâmica, deletar, curtir ou simplesmente dar um dislike.

Garantido o constitucional direito ao contraditório e aos comentários, sempre acatados.

Elogiosos ou espinafrantes,  registrados em cordiais agradecimentos ou réplicas ferinas e raivosas.

A necessária pausa no noticiário árido e o convite à reflexão sobre todo e qualquer assunto,  por ângulo desfocado do comum, sempre terá a graciosa companhia da ironia e do quase sarcasmo.

Apesar das líricas, sem um toque de bom humor, não faz o menor sentido ser mais uma, no armazém de secos e molhados.

João Ubaldo Ribeiro, useiro e vezeiro, no gênero e em grau, já alertava:

Tudo cabe numa crônica.                       Ela só não pode é ser chata.

Axé!

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Max Ferguson

Comentários do Site

  1. Nelson Mattos Filho
    Responder

    Muito bom! Caro, doutor, você está entre os meus três cronistas preferidos, por sinal, todos potiguares. Grande abraço,

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