O Rio Grande do Norte voltou ao Jornal Nacional de sexta-feira.

Não são os números de óbitos que chamam mais atenção no Estado, mas a fila de pacientes por UTI. Ontem, eram 81 pessoas.

Ontem também, o caso do Sr. Isac Ferreira, de 55 anos, paciente renal, morreu na UPA da Esperança enquanto aguardava uma vaga  de UTI. Não deu tempo. Na fala do filho, o retrato do desespero.

Não é sensacionalismo, é jornalismo.

É uma vida que poderia ter sido preservada e não foi graças a nossas limitações da rede de Saúde. Sim, não é de hoje. Mas isso não  anestesia para o caos vivido. Tem que ser dito. Doa a quem doer.

O que não é visto não é lembrado, sentido, resolvido.

Jornalismo existe pra isso.

Não se trata de proteger economia e interesses de A ou B como se isso resolvesse a causa maior. Nem efeitos. O problema prevalece e talvez só seja enxergado quando chega a própria casa, família, ente querido.

Ontem, com apenas 24 horas de funcionamento, os leitos disponíveis de UTI no Hospital de Campanha já estava com 50% de capacidade ocupada com perspectiva de aumento de leitos até amanhã.

A abertura vai desafogar os Hospitais do Estado, que, infelizmente,  tem filas crescentes de espera. E não seguir a demanda significa aumentar as terríveis estatísticas de mortes.

 

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